Tal como na velha URSS, também o presidente da Concelhia de Abrantes faz análise de carácter sumário ao seu antecessor, rodeando-se de povo e de novos militantes, pois os antigos continuam meus amigos, assim como os 200 candidatos autárquicos do CDS em 2009. Que gente foi Vasco Matafome angariar para a concelhia do CDS e como apareceram "agora" em Abrantes?
Será que a deputada Margarida Netto, sua antecessora, também não se irá livrar de uma carta deste teor?
« Caro militante, João Baptista
Pico
Creio que ainda não perdeu o
meu número de telefone! Cada vez que pretendo entrar em contacto consigo, o Sr.
não me atende nem me retribui a chamada, lamento.
Gostei muito desta sua carta
aberta, pois revela a seu respeito aquilo que é do sentimento dos muitos
militantes desta concelhia e que eu, ao longo deste mandato, tenho tentado
contrariar, sem grande sucesso, inclusive com dificuldades em explicar o
motivo pelo qual foi nomeado para o Conselho Municipal de
Segurança.
No entanto, como não gosto da
achincalha política e do lavar de roupa suja em praça pública, será a última vez
que lhe respondo, quando o teor das suas comunicações for deste nível. Assim,
passo a responder-lhe ponto por ponto:
1. Quero lembrar-lhe, em primeiro
lugar, os resultados eleitorais das autárquicas, obtidos pelo CDSPP em Abrantes
em 2001 quando fui cabeça de lista para Assembleia Municipal e sufragado com
1505 votos comparativamente aos resultados que o Sr. obteve quando liderou esta
concelhia e foi cabeça de lista à CM, durante a campanha das Autárquicas de
2009. Relembro-lhe que muitos dos elementos que compõem a minha actual equipa
participaram activamente na campanha eleitoral do CDSPP nas autárquicas de 2001
(ver quadro comparativo).
CM
|
%
Abrantes
|
% Média do
Distrito
|
% Média
Nacional
|
AM
| ||
2001
|
1493
votos
|
6,70
|
3,79
|
3,73
|
1505
votos
| |
2009
|
752
votos
|
3,36
|
2,47
|
3,09
|
886
votos
|
2. É com agrado que verifico
que tomou em consideração o disposto no programa eleitoral da campanha do
CDSPP nas autárquicas de Abrantes em 2001, pois em concreto uma das medidas
propostas era um destacamento de bombeiros assistido por um autotanque e uma
viatura ligeira, localizado no Souto, durante o período de
fogos.
3. A razão pela qual é do meu
conhecimento, o Sr. não comparecer às reuniões do Conselho Municipal de
Segurança, foi porque assim mo disse, invocando para tal atitude a razão de não
concordar com o tempo de intervenção atribuído ao CDSPP (3
minutos).
4. Quanto à ameaça
que faz de me ter poupado no seu blogue, só tenho a dizer que, mais uma vez,
lamento a sua falta de educação, de moral, de ética e de solidariedade
militante.
5. Relativamente à sua afirmação
de que o Concelho de Abrantes não é uma “área agrícola”, permita-me informá-lo
que, das dezanove freguesias do concelho, só uma pequena parte é urbana, as
outras são mistas ou rurais com agricultura e floresta. Se a realidade não
fosse esta, qual a razão porque propôs a necessidade de um posto de bombeiros no
norte do Concelho durante o Verão?
6. Meu caro, ao contrário do Sr.,
que escolheu os subúrbios da capital para viver, eu optei por fazê-lo neste
Concelho e numa freguesia rural. Vivo a realidade deste Concelho todos os dias,
não necessito que me informem como acontece consigo.
Recentemente fizemos uma
visita às freguesias do norte do Concelho, onde tivemos a oportunidade de
conversar com alguns militantes e ficámos a saber que o Sr. há mais de um ano
que não visita a localidade onde possui uma residência.
Pudémos constatar a veracidade
destas afirmações aquando da chamada de atenção de um militante e de reparos
feitos pela população local pelo estado de aparente abandono dos espaços
verdes que a envolvem. Entendo melhor o seu repúdio pela agricultura.
Aliás, fizemos mais 3 militantes quando souberam que não era o Sr. o
Presidente da Concelhia. Infelizmente os comentários acerca da sua pessoa foram
coincidentes com as opiniões formuladas por outros militantes do CDSPP, o que
traduz de alguma forma os resultados obtidos em acto eleitoral (165 votos nas
cinco freguesias do norte do Concelho).
7. Devo
lembrar-lhe que após a sua derrota nas autárquicas, abandonou a Concelhia ao
ponto de haver necessidade de todo o processo eleitoral ser conduzido pela
Distrital, pois o Sr. deixou ultrapassar todos os prazos legais. Efectivamente,
a sua Comissão Política era na realidade, como sabe, só composta por si.
8. Quem determina a composição do
elenco governamental serão, com certeza, os órgãos competentes do partido nesta
matéria. Independentemente das decisões de quem de direito, só terei que as
acatar, mas no entanto tudo faço na minha prática diária de militância e tudo
farei para garantir o melhor resultado possível para o partido, porque estou
convicto de que as propostas do CDSPP são as melhores para o país. Esta
evidência traduziu-se já num aumento em cerca de 100 militantes no CDSPP e
120 na JP. O CDSPP não é refém de nenhum outro partido, como se infere na
sua carta.
9. A Concelhia de
Abrantes, desde há dez meses a esta parte, é conhecida pela quantidade de
militantes que mobiliza para participar nos diversos eventos organizados pelo
partido. Na generalidade das situações envolve nas deslocações um autocarro.
Conseguimos que militantes
históricos concelhios que no passado financiaram campanhas e deram o seu melhor
para o partido, e com quem o Sr. teve a habilidade, mais uma vez, de se
incompatibilizar graças a este mesmo tipo de atitudes, voltassem à militância
activa.
Peço-lhe que pondere nas suas
atitudes e que tenha bom senso para que o partido possa aspirar ao melhor
resultado de sempre nas legislativas em Abrantes. Não estrague, mais uma vez,
o trabalho até agora realizado. O partido não o merece, nem tão pouco os
militantes. Terá sempre oportunidade de concorrer com um projecto alternativo
para esta concelhia em acto eleitoral.
10. Por último, o seu informante
não ouviu com atenção, ou não ouviu a nossa entrevista na Rádio Tágide que foi
transmitida nos dias 21 e 26 de Março. Tive a oportunidade de esclarecer o
conteúdo da POPES e dos resultados do 24º Congresso e a nossa Deputada
Municipal, Dr.ª Matilde Pádua, publicitou as suas intervenções na Assembleia
Municipal sobre várias matérias de interesse concelhio que preparamos em
conjunto.
AAconselho-o a consultar
outros blogues de Abrantes, nomeadamente o cidadão
abt, que classificou a entrevista como “ 5* ( cinco
estrelas)”.
Lamentamos que não exponha as
suas ideias e ansiedades em local próprio.
Com os melhores
cumprimentos,
O Presidente
da Comissão Política Concelhia