Os oficiais invasores viram os palacetes do Cabeço abrirem as suas portas e facilitado o acesso aos melhores quartos de dormir. É natural que os sargentos e os praças invasores, sedentos de imitarem os seus chefes e os seus comandantes, - e na falta de quartos com moças serviçais e patroa, numa disputa nesse "vale de lençóis" que fez muito furor na época - se tivessem que redimir por esses campos de favas e de fenos a dentro.
Mas não deixa de ser curiosa uma história muito conhecida de um senhor militar que no combate se viu privado dos tomates. E no regresso ao Cabeço, teve que suportar a fogosidade da esposa a ser aviada pelo maioral lá da quinta. É um problema muito frequente por essas quintas, com brasão e com muita antiguidade, haver uma patroa fogosa a dar-se lindamente com o capataz, por regra, um rural lá do pinhal, rústico, mas com folha de serviço acima da média, para desgosto do cornudo do patrão, ainda para infelicidade dele, militar capado.
Quando leio para aí umas investidas contra os rurais, bem lhes entendo a dor de corno por proximidade e afinidade.
Quando leio para aí umas investidas contra os rurais, bem lhes entendo a dor de corno por proximidade e afinidade.
Não lhe sei o nome, talvez esses historiadores da Tubucci possam identificar o tal militar que cansado de ver o maioral a montar a mulher, em vez de virar a pistola contra o montador, e lavar a honra, a virou contra os seus próprios cornos, saltando-lhe logo os miolos, que ao que parece não eram lá grande coisa...
Peço desculpa por esta linguagem, mas há momentos em que no meio desta corja de filhos da puta, é bom chamarmos aos bois pelos nomes.Como dizia um conterrâneo meu, lá para o Norte, "putas e cabrões, mas não nomeio ninguém. Nem mais!