
Quando uma maioria de fregueses na casa dos 50 anos se lança numa disputa eleitoral partidária, para ter alguma credibilidade entre os seus directos eleitores, tem que provar que não passou mais de metade da sua vida de costas voltadas para a sua terra. Ou a dar palpites, no "toca e foge"...
No debate de domingo, alguém falou de que poucos vão às reuniões das Assembleias de Freguesia. Mas muito se discute nos cafés. E isso é uma grande verdade. Que serve ao Tramagal e a todas as terras do concelho ou quiçá de todo o país.
Eu próprio, tenho alguma legitimidade e alguma independência para falar com frontalidade na idade em que estou, porque tive passado.
Eu fui vereador aos 51 anos, já nessa hora tinha quase 40 anos de mandatos somados em diferentes associações locais na freguesia do Souto, uma prova da minha participação activa na cidadania local.
E, já tinha 4 anos de Assembleia de Freguesia, três deles, num mandato como presidente da Assembleia de Freguesia ( na época, com Fontes e Carvalhal agregadas ao Souto, tinha 28 anos de idade). Aos 15 anos já era esteiro, aos 17 presidente da Assembleia da Sociedade Recreativa, de que fui fundador, autor do ante-projecto da sede e campo de futebol, Director da Secção Desportiva, capitão da equipa de futebol, jogador treinador da mesma, fundador, sócio nº 2 e dirigente da Cooperativa de Rega, aos 24 anos de idade, depois fundador do Lar da 3ª Idade, enquanto vice-presidente da Direcção da Casa do Povo, com 29 anos de idade. E aos 32 anos era pai pela terceira vez.
Quem aparece de repente, ou prossegue no mais do mesmo ou tem o cuidado de chamar todos e a todos ir pedir desculpa por não ter acompanhado outros candidatos e autarcas que estiveram na luta na defesa do Tramagal.
Essa é a melhor postura de humildade e de respeito, por quem não soube acompanhar antes. E só assim ganha credibilidade e direito a estar onde está.
Estas coisas tinham que ser ditas, para que as pessoas percebam a razão de no dia 29 tudo continuar como dantes...