E já vai nas 150 mil "Canter", com anúncios de meia página nos grandes jornais nacionais, tendo gasto numa semana tanto ou mais, Só em PUBLICIDADE do que na "compra" à Câmara de Abrantes do terreno que esta, há uns meses atrás foi "contratada" ( e as Câmaras não podem ser "contratadas" para comprarem propriedades para as suas fábricas ou para os seus munícipes...).
Muito menos, para negócios como este, dos dois terrenos ( 57.600 m2 + 1 500 m2 para alinhar extremas rectangulares), que a Câmara comprou por 270 mil euros há uns meses atrás, com o propósito de os "ceder" à multinacional, não pelo mesmo preço que o comprou, mas sim, por menos de uma décima ( exactamente: 26.565 € ).
A Mitsubishi em 20 e tal anos nunca se lembrou de falar ao vizinho na compra desse ou doutros terrenos?!
.-.
Portanto, o erário municipal dos 35 mil eleitores perdeu com esta empresa precisamente, 250 mil euros. Só isso!!!
Perante a igualdade de tratamento inserta na n/ Constituição, vejam bem quanto é que a Câmara não deve às restantes empresas e aos munícipes em geral...
.-.
Invocarão algumas almas generosas, de que virão mais 1.000 postos de trabalho. Ou até menos... Adiante...
Por acaso, entre os actuais 420 trabalhadores segundo informações recentes, estarão lá a trabalhar cerca de 50 a 60 trabalhadores da freguesia do Tramagal, alguns (estiveram), através de empresas de trabalho temporário...
Admitindo, por mera hipótese académica ou por absurdo, que nesse hipotético milhar de novos trabalhadores não iriam estar cidadãos (fregueses), das cerca de 100 povoações do concelho de Abrantes, mas sim de Lisboa, do Kosovo e do Cazaquistão, e que a construção da ampliação da nova fábrica irá cair na responsabilidade de uma empresa espanhola, daquelas que trazem todos os materiais e o betão de Espanha, e só gastam de cá a areia e a água do Tejo, temos pela certa, um mau negócio da autarquia...
.-.
A autarquia exorbitou das suas competências e responsabilidades, "pagando" o que competia ao Ministério da Economia...
Na volta, os benefícios fiscais acordados em sede do Ministério das Finanças até podem ter esvaziado outras vantagens municipais...
.-.
É bom não esquecer o que Cavaco Silva fez com a sisa devida pela Central do Pego nos anos 90: 2 milhões de contos dos antigos ficaram perdidos para sempre, pois o Governo resolveu "isentar" a Central do Pego...
O actual executivo recorreu disso, com parecer milionário do Prof. Freitas do Amaral... E perdeu!
Só que a sisa era receita municipal.
Topam?!