Este texto, aqui no blogue, tem dois destinatários destacados: o presidente da junta e o deputado municipal, ambos de Rio de Moinhos. Não quero que me agradeçam de nada. Apenas que escrevam a provar ponto por ponto que estou ERRADO! Era a melhor prenda para os Abrantinos e para credibilizar a política local, sem mais remoques e coisas fúteis. Ponto por ponto é esse o meu desafio.
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ABC do Rio de Moinhos desconcertado
A Filarmónica Riomoinhense esteve a tocar no blogue da terra, como som de fundo, enquanto iniciava este texto. O que me levou a pensar, que uma terra com música e com escola de música infantil tem que ter, forçosamente, futuro.
Rio de Moinhos tinha tudo, em teoria, para não estar a definhar como está. Tem a auto-estrada ao alto. Mas resignou-se com os pilares nas suas hortas, sem pejo da Reserva Agrícola e do leito de cheia. Está a três quilómetros da cidade mas a EN 3 até à Abrançalha mantém o traçado centenário, cheio de curvas, numa ladeira sem ser rebaixada quanto devia e num acesso miserável no desvio em Vale Roubam.
Na entrada poente, do lado da Amoreira, uma curva arrematada esconde o largo, e a chegada dos carros. Falta a alameda arejada e bem enquadrada com o largo principal. Falta o prolongamento harmonioso para o cais e para rio Tejo, onde a fachada do sul da EN-3, não fosse apenas tapume e se abrisse nas fachadas das traseiras em esplanadas cobertas, envidraçadas, soalheiras: o sucesso dessas lojas entristecidas e sombrias, que assim passariam a dispor à sua frente de estacionamentos e jardins em abundância.
É esse toque de classe e cosmopolitismo que faz falta a Rio de Moinhos.
E o definhamento foi tanto, que ninguém, nem mesmo os eleitos da terra ripostaram à insólita afirmação do autarca municipal de que não construiria um simples pontão da Fonte das Duas Bicas para o outro lado da ribeira em direcção à Quinta da Capela, uma alternativa ao sufoco da Rua Direita, argumentando que não fazia obras em leito de cheia… E todos acataram em silêncio, resignados, a morte anunciada!
Revoltante! Como se o Aquapolis, não estivesse todo em leito de cheia?! Como se não estivesse lá em construção uma estátua de pilares, que custará 250 mil euros…
A Filarmónica Riomoinhense esteve a tocar no blogue da terra, como som de fundo, enquanto iniciava este texto. O que me levou a pensar, que uma terra com música e com escola de música infantil tem que ter, forçosamente, futuro.
Rio de Moinhos tinha tudo, em teoria, para não estar a definhar como está. Tem a auto-estrada ao alto. Mas resignou-se com os pilares nas suas hortas, sem pejo da Reserva Agrícola e do leito de cheia. Está a três quilómetros da cidade mas a EN 3 até à Abrançalha mantém o traçado centenário, cheio de curvas, numa ladeira sem ser rebaixada quanto devia e num acesso miserável no desvio em Vale Roubam.
Na entrada poente, do lado da Amoreira, uma curva arrematada esconde o largo, e a chegada dos carros. Falta a alameda arejada e bem enquadrada com o largo principal. Falta o prolongamento harmonioso para o cais e para rio Tejo, onde a fachada do sul da EN-3, não fosse apenas tapume e se abrisse nas fachadas das traseiras em esplanadas cobertas, envidraçadas, soalheiras: o sucesso dessas lojas entristecidas e sombrias, que assim passariam a dispor à sua frente de estacionamentos e jardins em abundância.
É esse toque de classe e cosmopolitismo que faz falta a Rio de Moinhos.
E o definhamento foi tanto, que ninguém, nem mesmo os eleitos da terra ripostaram à insólita afirmação do autarca municipal de que não construiria um simples pontão da Fonte das Duas Bicas para o outro lado da ribeira em direcção à Quinta da Capela, uma alternativa ao sufoco da Rua Direita, argumentando que não fazia obras em leito de cheia… E todos acataram em silêncio, resignados, a morte anunciada!
Revoltante! Como se o Aquapolis, não estivesse todo em leito de cheia?! Como se não estivesse lá em construção uma estátua de pilares, que custará 250 mil euros…
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Batem palmas agora! As palmas são da assistência na sede aplaudindo a bonita actuação da banda, quando cá fora o desacerto foi total. Alguém na ânsia de mostrar trabalho feito acabou por atrair o caos, baralhando os sinais, e gerando revolta.
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Culpa?! Ainda não prescreveu. Está no mal amanhado PDM de 1995. O ordenamento que mais de metade dos arquitectos recusam admitir o erro, mas um só especialista com a autoridade que o Arqº Ribeiro Telles tem, reprovou por completo, dizendo que foi feito por técnicos de gabinete que não vieram ver o terreno…
O PDM veio dizer que pouco ou nada se poderia alterar. Não acautelou o problema de saturação da rua Direita, a única que desembocava para o largo. Porque a rua Dr. João de Deus não desembocando lá, nunca poderia ser a alternativa à primeira.
O PDM nada solucionou nem acautelou. Não houve a excepção para uma rua a descer na paralela à ribeira ou implantada no dique que está por fazer, desde as sapatas do viaduto da A-23, na tangente à Fonte das Duas Bicas, até desembocar na E.N. 3, mais o tal pontão sobre a ribeira, na direcção da Quinta da Capela.
Aquele “interesse público”, de excepção, que se aplicou em Cadouços para libertar as 300 novas moradias da reserva ecológica, já não chegou a Rio de Moinhos…
O sentido único na Rua Direita, é pura fantasia. Semáforos para circulação alternativa na rua Direita, implicava filas de trânsito intermináveis. Seria a debandada geral ao segundo dia. Autorizar os dois sentidos nos primeiros 60 metros, serve apenas a alguns.
Não vale a pena mais discussão. Rio de Moinhos tem que ter outra rua descendente. Para isso tem que poder desenvolver na linha da Fonte das Duas Bicas uma faixa de construção autorizada, para com essa construção pagar os novos arruamentos.
Rio de Moinhos com a cidade e as zonas industriais que a circundam em Montalvo, Alferrarede e Tramagal, podia ser a “Almeirim do Médio Tejo”, com benefícios alargados às terras vizinhas.
Do centro ao rio, e do cais ao Tramagal com uma simples ponte, há terreno que até nem vem sendo cultivado e que servia maravilhosamente para os espaços de estacionamento e de jardim, bastando para tanto uma pequena fatia do que se esbanjou no Aquapolis.
Não há muito mais a discutir. Falta apenas a ordem de quem saiba meter mãos à obra! Fazer ou deixar-se morrer! É esse o preço do futuro daquelas crianças que tocavam na banda e que à porta da escola e da igreja, nem uma passadeira de peões têm.
Rio de Moinhos precisa de quem na Câmara saiba e queira fazer coisas, que outros em dezena e meia de anos, não fizeram, nem deixaram fazer. As juntas não contam para isso. Não confundam as coisas. É o executivo da Câmara quem faz obra, quando é essa a sua vontade. Ora nestes últimos quinze anos, essa vontade faltou. Nem um passeio foi feito. Nenhuma rua foi alargada e o posto médico, mal arrancou, parou.
Culpa?! Ainda não prescreveu. Está no mal amanhado PDM de 1995. O ordenamento que mais de metade dos arquitectos recusam admitir o erro, mas um só especialista com a autoridade que o Arqº Ribeiro Telles tem, reprovou por completo, dizendo que foi feito por técnicos de gabinete que não vieram ver o terreno…
O PDM veio dizer que pouco ou nada se poderia alterar. Não acautelou o problema de saturação da rua Direita, a única que desembocava para o largo. Porque a rua Dr. João de Deus não desembocando lá, nunca poderia ser a alternativa à primeira.
O PDM nada solucionou nem acautelou. Não houve a excepção para uma rua a descer na paralela à ribeira ou implantada no dique que está por fazer, desde as sapatas do viaduto da A-23, na tangente à Fonte das Duas Bicas, até desembocar na E.N. 3, mais o tal pontão sobre a ribeira, na direcção da Quinta da Capela.
Aquele “interesse público”, de excepção, que se aplicou em Cadouços para libertar as 300 novas moradias da reserva ecológica, já não chegou a Rio de Moinhos…
O sentido único na Rua Direita, é pura fantasia. Semáforos para circulação alternativa na rua Direita, implicava filas de trânsito intermináveis. Seria a debandada geral ao segundo dia. Autorizar os dois sentidos nos primeiros 60 metros, serve apenas a alguns.
Não vale a pena mais discussão. Rio de Moinhos tem que ter outra rua descendente. Para isso tem que poder desenvolver na linha da Fonte das Duas Bicas uma faixa de construção autorizada, para com essa construção pagar os novos arruamentos.
Rio de Moinhos com a cidade e as zonas industriais que a circundam em Montalvo, Alferrarede e Tramagal, podia ser a “Almeirim do Médio Tejo”, com benefícios alargados às terras vizinhas.
Do centro ao rio, e do cais ao Tramagal com uma simples ponte, há terreno que até nem vem sendo cultivado e que servia maravilhosamente para os espaços de estacionamento e de jardim, bastando para tanto uma pequena fatia do que se esbanjou no Aquapolis.
Não há muito mais a discutir. Falta apenas a ordem de quem saiba meter mãos à obra! Fazer ou deixar-se morrer! É esse o preço do futuro daquelas crianças que tocavam na banda e que à porta da escola e da igreja, nem uma passadeira de peões têm.
Rio de Moinhos precisa de quem na Câmara saiba e queira fazer coisas, que outros em dezena e meia de anos, não fizeram, nem deixaram fazer. As juntas não contam para isso. Não confundam as coisas. É o executivo da Câmara quem faz obra, quando é essa a sua vontade. Ora nestes últimos quinze anos, essa vontade faltou. Nem um passeio foi feito. Nenhuma rua foi alargada e o posto médico, mal arrancou, parou.
Maldição!
Ah, lá vem a desculpa viciada e falsa: os munícipes (os 26 % de eleitores) votam nesses. E depois?! Os restantes 74 % que votem diferente! Não vão ao engano e escolham, não pelo corte do fato e gravata, mas pelo talento de quem pode fazer as obras mais necessárias, sem receio de sujar os sapatos italianos, fora da calçada ou da alcatifa.
João Baptista Pico
Edição 2 de Janeiro de 2009 – Jornal de Abrantes
Ah, lá vem a desculpa viciada e falsa: os munícipes (os 26 % de eleitores) votam nesses. E depois?! Os restantes 74 % que votem diferente! Não vão ao engano e escolham, não pelo corte do fato e gravata, mas pelo talento de quem pode fazer as obras mais necessárias, sem receio de sujar os sapatos italianos, fora da calçada ou da alcatifa.
João Baptista Pico
Edição 2 de Janeiro de 2009 – Jornal de Abrantes