Respeito pela audição às Instituições
Será assim tão grave ouvir as partes interessadas, principalmente, as mais afastadas do Terreiro do Paço, quando essas Instituições possam ter a importância de um Governo ou um Parlamento Regional?!
No hipotético caso, que nunca se verificou nestes últimos trinta e dois anos, da dissolução, não se percebe tanta intransigência em aceder a ouvir os representantes desses dois órgãos, não possa ser antes um ponto de honra e um sinal inequívoco de respeito pela pluralidade, e nunca um gesto acintoso por parte de quem quer ser ouvido.
Advertir para a regra menos formal é uma coisa. Porém, quando a Justiça é uma Instituição cuja eficácia é posta em causa por muito boa gente, não se entende como o Presidente da República que tanto fala - e bem – contra a exclusão, possa pretender omitir o dever de ouvir todos os portugueses, por quem foi eleito e que representa por inteiro.
Porque ouvindo os partidos com assento na Assembleia da República, pode não ser o mesmo que ouvir os partidos com assento no Parlamento Regional. Tanto mais, que o Conselho de Estado, tendo os presidentes dos Governos Regionais, não tem o presidente dos Parlamentos Regionais ou os representantes desses partidos regionais.
Parece formalidade a mais e boa vontade a menos.
Será assim tão grave ouvir as partes interessadas, principalmente, as mais afastadas do Terreiro do Paço, quando essas Instituições possam ter a importância de um Governo ou um Parlamento Regional?!
No hipotético caso, que nunca se verificou nestes últimos trinta e dois anos, da dissolução, não se percebe tanta intransigência em aceder a ouvir os representantes desses dois órgãos, não possa ser antes um ponto de honra e um sinal inequívoco de respeito pela pluralidade, e nunca um gesto acintoso por parte de quem quer ser ouvido.
Advertir para a regra menos formal é uma coisa. Porém, quando a Justiça é uma Instituição cuja eficácia é posta em causa por muito boa gente, não se entende como o Presidente da República que tanto fala - e bem – contra a exclusão, possa pretender omitir o dever de ouvir todos os portugueses, por quem foi eleito e que representa por inteiro.
Porque ouvindo os partidos com assento na Assembleia da República, pode não ser o mesmo que ouvir os partidos com assento no Parlamento Regional. Tanto mais, que o Conselho de Estado, tendo os presidentes dos Governos Regionais, não tem o presidente dos Parlamentos Regionais ou os representantes desses partidos regionais.
Parece formalidade a mais e boa vontade a menos.
Porque às tantas, o Presidente da República acaba por receber grupos de cidadãos representantes das manifestações de rua ou com ele encetar negociações ou tentativas de reconciliação...
Talvez que a nossa democracia tenha então que regressar à velha pose ateniense, da democracia permanente e no meio da rua...
Talvez que a nossa democracia tenha então que regressar à velha pose ateniense, da democracia permanente e no meio da rua...
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O velho erro, autista, de que acima das pessoas estão as formalidades e um dia destes o poder cai à rua...