O presidente da Câmara acabou por desmentir as afirmações da vereadora Maria do Céu Albuquerque.
Enquanto na quarta-feira da semana passada a vereadora admitia já estar a renegociar com a Abrantaqua a antecipação dos arranjos da avaria da etar dos Carochos, esta segunda-feira o presidente Nelson afirmava que ia avançar com uma etar no valor de 750 mil euros.
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Só que não teve forma de se desembaraçar da contradição de quem recusou aceitar a obra da etar, mas não deixou de a utilizar na mesma para lançar os esgotos directamente para o rio Tejo.
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Enquanto o BE denunciava e sujeitava a autarquia a uma eventual multa, sem cuidar de quem é que iria pagar essa factura, o CDS/PP local agia com outra profundidade e garantia de que não seriam os consumidores ou os munícipes quem iria pagar as despesas das multas ou os erros dos autarcas socialistas...
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E é aqui que reside toda a diferença, entre quem sabe avaliar as situações e quem fala por falar...
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Quanto à nova etar, como podia explicar o presidente Nelson a demora de 14 anos, quando teve 250 mil euros para as estatuetas no Aquapolis, 500 mil euros para a compra da velha Cervigal para os bombeiros, 250 mil euros para os 6 hectares para a Mitsubishi, 150 mil euros para a estação das borboletas, um milhão de euros para as obras do novo quartel dos bombeiros, 150 mil euros para o projecto deitado fora do quartel dos bombeiros que já não se fez na Zona Industrial de Alferrarede...
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O descalabro da governação municipal socialista irá continuar. Falta ali orientação, diante da ameaça de afundamento do barco.
É o salve-se quem puder...
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Com estas explicações, pretende-se criticar e dar ao mesmo tempo as soluções.
Afinal, bem se podia ter feito nova etar, tanto mais que a inicial de 1991 só previu servir 1.200 habitantes e actualmente estavam 2.500 moradores a lançarem os esgotos para a etar dos Carochos.
O executivo socialista não podia ficar de braços cruzados tantos anos...