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Adelino Venâncio completou cinco mandatos consecutivos (20 anos) como presidente de junta de Alferrarede, eleito pelo Partido Socialista, de que foi militante até há uns anos atrás. Esteve no último mandato do Engº Bioucas (PS)de 85/89, do Dr. Humberto Lopes (PSD) de 89/93, e em três dos quatro mandatos do Dr. Nelson de Carvalho.
Em 2005 já não se candidatou mais, face às discordâncias sobre os planos e os trabalhos desenvolvidos (e omitidos) pelo executivo municipal na freguesia.
Pelo facto do dito autarca (e um seu antecessor Ernesto Silva) não terem comparecido no almoço que assinalou as Comemorações no passado dia 25 de Fevereiro, nada justificava que num acto oficial os seus nomes fossem “apagados” da evocação feita pelo actual presidente de junta eleito pelo PS em 2005. História é história.
Com efeito, não se apagam 23 anos (quase metade) destes primeiros 50 anos da história da freguesia, numa cerimónia convocada para falar precisamente desses 50 anos. Espanta-me que muitas das autoridades presentes nada dissessem sobre o assunto, uma vez que não estamos num país sul-americano…
O mandato algo atribulado e sem chama do actual presidente de junta fez despertar em muitos fregueses, o desejo de ver regressar o histórico autarca de Alferrarede. Vinte anos como presidente de junta depois de ter sido autarca da respectiva assembleia de freguesia são um manancial de experiência, tanto mais enaltecida, face ao insucesso deste último mandato. Os argumentos que pudessem existir contra os 20 anos de mandatos consecutivos, caíram por terra diante da “travessia do deserto” (de 2005 a 2009) de Adelino Venâncio.
Mais: esta grosseria do seu sucessor mais não fez do que vincar a grande necessidade de substituição do inexperiente presidente de junta ainda em exercício, dando o mote para estas próximas eleições: a experiência e o saber precisam-se em Alferrarede!
Os dados estão lançados. O único candidato capaz de fornecer essa experiência é, sem sombra de dúvidas, o Adelino Venâncio, com uma obra social no Centro de Dia, no Banco Alimentar e na Misericórdia, e nas ajudas às famílias mais carenciadas que o colocam acima dos outros candidatos. Mais os dossiers e as obras da freguesia.
Bastavam estes factos para justificar o regresso de Adelino Venâncio. Mas há outro aspecto a tomar em consideração nas candidaturas do PS (a manter-se o actual), e na do PSD: ambos estão demasiado ligados às actividades eclesiásticas da mesma Igreja. Não parece curial que fosse esse o entendimento do Papa Bento XVI, quando pediu mais empenho dos católicos. Porque o empenho que existe neste momento resume-se a uma disputa da sacristia, capaz de contagiar as próprias chefias eclesiásticas, como alguns mais avisados, tanto temem. Há quem saiba do que falo. E se falo, é porque não sou hipócrita e sou muito frontal. Abrantes precisa de muita frontalidade também. Não sou de querer tapar o sol com a peneira. As coisas ditas e feitas a tempo resolvem muito.
Portanto, a Candidatura Abrantes Popular diante daquela injustiça de omitir dois nomes que preencheram quase metade da vida da freguesia, sentiu entre outras poderosas razões de pugnar para que o nome de um grande servidor da autarquia de Alferrarede não fosse “abatido” ainda a meio da vida, pelo cinismo de alguns. Como alguém disse, um povo que não sabe respeitar a história não merece ser respeitado. Diante de mais uns amigos nossos ouvi a resposta afirmativa do Adelino. Era um homem novo. Alguns de nós, abraçámo-lo . A política não está despida de humanidade e de sentimentos puros.
Adelino Venâncio completou cinco mandatos consecutivos (20 anos) como presidente de junta de Alferrarede, eleito pelo Partido Socialista, de que foi militante até há uns anos atrás. Esteve no último mandato do Engº Bioucas (PS)de 85/89, do Dr. Humberto Lopes (PSD) de 89/93, e em três dos quatro mandatos do Dr. Nelson de Carvalho.
Em 2005 já não se candidatou mais, face às discordâncias sobre os planos e os trabalhos desenvolvidos (e omitidos) pelo executivo municipal na freguesia.
Pelo facto do dito autarca (e um seu antecessor Ernesto Silva) não terem comparecido no almoço que assinalou as Comemorações no passado dia 25 de Fevereiro, nada justificava que num acto oficial os seus nomes fossem “apagados” da evocação feita pelo actual presidente de junta eleito pelo PS em 2005. História é história.
Com efeito, não se apagam 23 anos (quase metade) destes primeiros 50 anos da história da freguesia, numa cerimónia convocada para falar precisamente desses 50 anos. Espanta-me que muitas das autoridades presentes nada dissessem sobre o assunto, uma vez que não estamos num país sul-americano…
O mandato algo atribulado e sem chama do actual presidente de junta fez despertar em muitos fregueses, o desejo de ver regressar o histórico autarca de Alferrarede. Vinte anos como presidente de junta depois de ter sido autarca da respectiva assembleia de freguesia são um manancial de experiência, tanto mais enaltecida, face ao insucesso deste último mandato. Os argumentos que pudessem existir contra os 20 anos de mandatos consecutivos, caíram por terra diante da “travessia do deserto” (de 2005 a 2009) de Adelino Venâncio.
Mais: esta grosseria do seu sucessor mais não fez do que vincar a grande necessidade de substituição do inexperiente presidente de junta ainda em exercício, dando o mote para estas próximas eleições: a experiência e o saber precisam-se em Alferrarede!
Os dados estão lançados. O único candidato capaz de fornecer essa experiência é, sem sombra de dúvidas, o Adelino Venâncio, com uma obra social no Centro de Dia, no Banco Alimentar e na Misericórdia, e nas ajudas às famílias mais carenciadas que o colocam acima dos outros candidatos. Mais os dossiers e as obras da freguesia.
Bastavam estes factos para justificar o regresso de Adelino Venâncio. Mas há outro aspecto a tomar em consideração nas candidaturas do PS (a manter-se o actual), e na do PSD: ambos estão demasiado ligados às actividades eclesiásticas da mesma Igreja. Não parece curial que fosse esse o entendimento do Papa Bento XVI, quando pediu mais empenho dos católicos. Porque o empenho que existe neste momento resume-se a uma disputa da sacristia, capaz de contagiar as próprias chefias eclesiásticas, como alguns mais avisados, tanto temem. Há quem saiba do que falo. E se falo, é porque não sou hipócrita e sou muito frontal. Abrantes precisa de muita frontalidade também. Não sou de querer tapar o sol com a peneira. As coisas ditas e feitas a tempo resolvem muito.
Portanto, a Candidatura Abrantes Popular diante daquela injustiça de omitir dois nomes que preencheram quase metade da vida da freguesia, sentiu entre outras poderosas razões de pugnar para que o nome de um grande servidor da autarquia de Alferrarede não fosse “abatido” ainda a meio da vida, pelo cinismo de alguns. Como alguém disse, um povo que não sabe respeitar a história não merece ser respeitado. Diante de mais uns amigos nossos ouvi a resposta afirmativa do Adelino. Era um homem novo. Alguns de nós, abraçámo-lo . A política não está despida de humanidade e de sentimentos puros.
Com mais indústria e mais inovação para Alferrarede, como falou o presidente destes últimos 15 anos, sem se referir na excelência, que sempre ignorou. A excelência de uma boa entrada no Olho-de-Boi, quatro faixas de rodagem, bons passeios, espaços ajardinados, melhor circulação na avenida principal e mais acessos ligados à Rotunda dos Plátanos, onde o Inter-Marché de um lado e o Posto Médico do outro, com esses acessos directos, para alívio da rotunda do Olival.
Depois a falta de esgotos na Barca do Pego e a má drenagem da etar dos Casais de Revelhos e o deficiente escoamento da ribeira de Alferrarede Velha não se toleram mais, quando temos a grande etar da Fonte Quente ali tão próxima.
Também a encosta do Castelo de Abrantes virada para Alferrarede carece de outro arranjo atractivo e de um acesso (parte uma estrada de terra batida para o Castelo) com uma rotunda giratória na meia encosta pronta a servir uma via para os Quinchosos e outra para o Heliporto no Castelo, para além de servir de miradouro intermédio. Não me parece acertada a ideia de “ocupar” o espaço desse heliporto com mais um jardim a pretexto da estátua de D. Francisco de Almeida, eliminando mais um local de estacionamento tão necessitado. Mas ainda agora a procissão vai no adro. Pese o executivo destes últimos 15 anos querer parecer que ainda vai agora a sair da igreja com a procissão. Será caso para perguntar por onde andaram estes 15 anos com os andores e as capas vestidas…
João Baptista Pico
Edição de 6 de Março de 2009 – Jornal de Abrantes
Depois a falta de esgotos na Barca do Pego e a má drenagem da etar dos Casais de Revelhos e o deficiente escoamento da ribeira de Alferrarede Velha não se toleram mais, quando temos a grande etar da Fonte Quente ali tão próxima.
Também a encosta do Castelo de Abrantes virada para Alferrarede carece de outro arranjo atractivo e de um acesso (parte uma estrada de terra batida para o Castelo) com uma rotunda giratória na meia encosta pronta a servir uma via para os Quinchosos e outra para o Heliporto no Castelo, para além de servir de miradouro intermédio. Não me parece acertada a ideia de “ocupar” o espaço desse heliporto com mais um jardim a pretexto da estátua de D. Francisco de Almeida, eliminando mais um local de estacionamento tão necessitado. Mas ainda agora a procissão vai no adro. Pese o executivo destes últimos 15 anos querer parecer que ainda vai agora a sair da igreja com a procissão. Será caso para perguntar por onde andaram estes 15 anos com os andores e as capas vestidas…
João Baptista Pico
Edição de 6 de Março de 2009 – Jornal de Abrantes