«Já sabemos que o Souto é um reduto da Direita que em 1930 quando a D. Alice ensinava (enquanto a maior parte das mulheres da burguesia estavam em casa a coser meias como recomendava a ideologia ruralista do Dr.Salazar) o analfabetismo devia andar pelos 50% no Souto.
E se formos aos números do analfabetismo feminino chegaremos com facilidade aos 60%.
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Foi graças a mulheres como a D. Alice, que inclusive desafiaram a política economicista da Ditadura e que levaram longe o trabalho da escolarização feminina que a chaga do analfabetismo desapareceu.
E se formos aos números do analfabetismo feminino chegaremos com facilidade aos 60%.
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Foi graças a mulheres como a D. Alice, que inclusive desafiaram a política economicista da Ditadura e que levaram longe o trabalho da escolarização feminina que a chaga do analfabetismo desapareceu.
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NOTA: Desconfio que esses camaradas, nem sabem onde fica o Souto...
Não obstante, como explicar que a professora das meninas, não quisesse que transitassem da 3ª para a 4ª classe, para aí quase metade das alunas - uma irregularidade difícil de entender, se não fossem as múltiplas cumplicidades havidas - e portanto, deixar de levar a exame da 4ª classe, senão metade das alunas que no ano anterior passaram no exame da 3ª classe?!
Mal passavam na 3ª classe, a maior parte das alunas eram afastadas da escola e já não frequentavam sequer os estudos da 4ª classe. Ora isso nega qualquer perfil psicológico de vocação pedagógica e de sentimentos humanos assertivos.
Ora isto não se passou apenas com a minha mãe e a minha tia, mas com dezenas de outras senhoras, como ouvi da boca das próprias ou dos seus familiares mais próximos.
Aliás, esta constatação tornou-se mais revoltante, após os comentários que foram sendo feitos ao livro, que está muito longe de ter sido aceite como um testemunho sério do passado do Souto.
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No caso da minha mãe, não obstante, a desculpa cruel que deu ao meu avô, para que a sua filha fosse antes acarretar lenha e carumas, ( e depois repetido seis anos mais tarde ipsis verbis no caso da minha tia), ainda a D. Alice teve o atrevimento e a prepotência de obrigar a minha mãe a ir para a escola, mas para ensinar as alunas das classes inferiores. Logo, cai por terra a falta de aptidão da minha mãe, como foi insinuado de forma torpe.
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As turmas das alunas que não iam além da 3ª classe, para não dar maçada à professora. Portanto, essa professora D. Alice foi um mau exemplo. Certamente, que as razões dessa homenagem trazem outras implicações e simpatias de conveniência meramente pessoais.
E a aluna que leu a poesia, uma senhora muito simpática por sinal que fui encontrar na campanha eleitoral no Tramagal, em 2009, foi pela certa uma das que foi ao exame da 4ª classe.
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Mais: a D. Alice obrigava as alunas a pertencerem à Juventude Católica Agrária e a usarem sempre uma braçadeira no braço e a vestirem-se aos domingos com a blusa azul celeste e a saia azul escura, a farda desse movimento.
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Atente-se agora no exemplo bem contrastante da colega professora D. Florinda, cujos alunos (os alunos, - sublinhe-se: meninos - estavam entregues à professora D. Florinda) que levava a turma toda a exame.
Ao contrário da colega D. Alice, que não justificava essa interdição por falha ou incapacidade das alunas, mas sim, por entender que o futuro das raparigas era a trabalhar no campo ( por ventura, nem a coser meias em casa...), e para esse trabalho duro no campo não precisavam do exame.
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QUEM elogia esse comportamento da docente, tem que ser forçosamente um cínico, desprovido de sentimentos. E quanto ao "historiador benemérito", nem sei o que dizer desse atropelo à verdade histórica...
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