
O "opinion-maker" do Ribatejo e arredores!
Vai aparecendo com uma coluna de opinião, onde três quartos do texto são citações e o só o fecho é dele.
São opcções. Sejam. Todavia, ao menos tivesse o cuidado de não entrar em incoerências com tudo o que veio trazer-nos para o concelho nestes últimos 16 anos ou 20 anos.
Vejam a última opinião, ao pegar neste texto sobre as alegadas vicissitudes dos últimos tempos da Monarquia, que a República em nada contariou, acrescente-se. Foi este o texto:
«“D. Carlos de corpo inteiro” é um ensaio onde, para efeitos de divulgação, se revisita um incómodo reinado que precede a queda da monarquia (“D. Carlos de corpo inteiro”, por Isabel Corrêa da Silva e Miguel Metelo de Seixas, Objectiva, 2009).
Como dizem os autores: ( este - "como dizem os autores" foi o que de original o "opinador Nelson" logrou acrescentar à transcricção dos ditos autores...)
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“As eleições não passavam de uma farsa global, pela qual se validavam oficialmente os arranjos políticos feitos entre os partidos. Cada partido político tinha a sua rede de influentes espalhada pelo país, que por sua vez dispunha de um determinado número de votos, angariado nas malhas do seu próprio círculo de influência ou dependência. Eram médicos, párocos, lojistas, proprietários rurais, advogados, industriais, jornalistas a quem os políticos prometiam empenhos ou absolvições em troca de quantos votos pudessem dispor daqueles que tinham à sua mercê. Cada político fazia bem as suas contas, sabia bem a dimensão da sua rede de caciques, e não esperava ter surpresas no dia das eleições. E de facto, por norma, não tinha”. ( fim de citação...)
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É muito interessante que o ex-professor que mal chegou ao concelho de Abrantes se fez presidente de câmara por 16 anos, consiga citar tão bem este texto, sem embaraços nem engulhos, como se nunca tivesse andado pelas freguesias à procura dos alunos de quem foi professor e dos autarcas de junta, que entretanto foi trazendo para junto de si... Se isso não foi " a sua rede de caciques", então como justificar que nunca tenha recebido más surpresas nos dias das eleições?
Que memória a deste ex-professor...