Estando prestes a decorrer a reunião do Conselho de Estado, teria sido de bom tom que Passos Coelho fizesse sentir a Sócrates, que só depois dessa reunião faria sentido falar em negociações.
O país agradecia. E ficava a perceber quanto o PSD via com sentido de responsabilidade o OE e deixava perceber que tipo de pessoas nos têm andado a (des)governar.
O que não deixava de ser uma boa lição para o Cavaco Silva, que três dias antes delirou pelo CCB em auto-elogios, que pelos vistos não correspondiam, assim tanto, à tão apregoada magistratura de influência.
Socrates, depois de cinco anos em coabitação, acabava de mostrar que só a pressão de Bruxelas e do Conselho de estado o poderiam "obrigar" a reabrir as negociações. Nunca o candidato a Belém Cavaco Silva, que depois do dia 26 passou a adversário de Manuel Alegre e de Fernando Nobre.
