MARTINCHEL pela sua configuração tendo muitos povoados dispersos obriga a apresentar muitas ruas e imensas valetas.
Como acontece por todo o concelho, existem valetas sempre muito largas, até ao local onde um freguês tem que atravessar para a sua propriedade (urbana ou rústica) e aí é implantada uma manilha para formar o aqueduto de passagem.
Simplesmente, o erro dessa implantação está em admitir como boa solução a instalação de uma manilha muito mais estreita do que o caudal da valeta livre.
Os resultados têm que ser o que a figura mostra: lixos a entupir a manilha e a água a transbordar.
Todavia, neste caso, as culpas são mais do proprietário confinante. E esse proprietário nem sonha que lhe cabe alguma responsabilidade e lhe é devida uma participação cívica, na limpeza dessa valeta.
No limite, cabe-lhe limpar os ramos e arbustos que se vêem na valeta.
O PSD e o seu representante na Assembleia de Freguesia acham que não. Que cabe à Junta mandar lá um cantoneiro. Só que para abranger toda a freguesia era preciso muitas horas de trabalho. Era bom que o PSD fosse interiorizando que estamos à beira da tutela restritiva (quanto a despesas) do FMI. Há que racionalizar meios e fazer valer outra política de cidadania.
E o que vale para Martinchel terá de valer para o Tramagal, quanto à apanha das folhas dos plátanos do Largo dos Combatentes. Tenham paciência. É a crise!
Tratem de mobilizar os fregueses para iniciativas de limpeza. Antigamente era assim que se fazia. Os fregueses mobilizavam-se em certas épocas do ano para acudirem à limpeza das fontes, das levadas e dos caminhos.
INFELIZMENTE, bafejada pelas benesses de Bruxelas a Câmara ainda contraria estas acções, pois não se cansa de apregoar os gastos de milhões para construir uma pála gigante para cobrir um palco algures no Rossio e assim dotar a cidade de um palco gigante para contratar artistas milionários uma ou duas vezes ao ano.
No resto do ano, haja quem limpe recinto...
