Jean Jacques Rosa, professor de Economia e Gestão, que sempre contestou a validade da política da moeda única, [quando aplicada a países de diferentes níveis económicos e sem o necessário ajustamento de unidade e uniformidade de políticas comuns] coloca o dedo na ferida da crise actual, ao apontar o total equívoco do sentido da prossecução do interesse público.
Segundo ele, o que tem surgido na zona euro está muito longe de visar essa finalidade de bem estar e melhoria das condições de vida dos povos, que consiste na prossecução do verdadeiro interesse público: a melhoria das condições de vida das populações.
Ao invés, tudo se tem reduzido a um cinismo e a uma luta de poder cruzada com os interesses de pequenos grupos de correlegionários políticos.
Ao invés, tudo se tem reduzido a um cinismo e a uma luta de poder cruzada com os interesses de pequenos grupos de correlegionários políticos.
No nosso país, as grandes empresas ao lado dos grandes bancos foram estabelecendo parcerias com o governo, não para a prossecução do interesse público, mas de projectos que só valorizavam os seus próprios interesses políticos e económicos. O crédito não chegava às PME. Ficava-se todo pelas parcerias público-privadas. Agora estão tramados.
O despesismo dos 80 mil milhões aumentados na Dívida Pública entre 2005 e 2011 e os 50 mil milhões a pagar nas parcerias público e privadas até 2026, são prova mais do que suficiente, de como o Estado foi capturado por facções partidárias, em prejuízo da melhoria de vida dos cidadãos.
No concelho de Abrantes, há muito que as candidaturas autárquicas foram dando provas da negação desse interesse público.
Quando em 2005 e em 2009 a candidatura do CDS falava em cortar com atrofiamentos em sede de PDM, e em baixar o preço da água, mais realçava a diferença com todas as outras candidaturas. Mas nessa altura ainda havia a ilusão de que havia muito dinheiro para gastar nos Aquapolis.
A imposição de limitações ridículas em sede do PDM, num concelho de 40 mil habitantes distribuídos por 713 km2 e em perda de população, só podia ser tomado como medida idiota ou pérfida.
Está à vista, que certos poderes instalados preferiam o enriquecimento de uma casta empresarial sediada à volta da cidade. Era lá que tinham as grandes propriedades à espera da especulação imobiliária e das grandes obras de urbanismo e arruamentos.
Lapidar, aquela única proposta que se conseguiu obter do obscuro candidato das 2.500 assinaturas, ao acenar com a reforma do PUA, sem dar conta que o urbanismo e a construção estavam em queda. Estávamos em 2009.
Está à vista, que certos poderes instalados preferiam o enriquecimento de uma casta empresarial sediada à volta da cidade. Era lá que tinham as grandes propriedades à espera da especulação imobiliária e das grandes obras de urbanismo e arruamentos.
Lapidar, aquela única proposta que se conseguiu obter do obscuro candidato das 2.500 assinaturas, ao acenar com a reforma do PUA, sem dar conta que o urbanismo e a construção estavam em queda. Estávamos em 2009.
Mas a tontice do colégio eleitoral mais influente, lá foi impingindo a sacra ideia, de que era o candidato do CDS quem queria " encher as hortas do Norte de betão"...
E a complacência do universo eleitoral, demasiado dependente e subserviente dos media e da elite empresarial, lá se deixou ir ao engano.
E continua a viver na ilusão de que o Chico, filho de Fulano, sempre seria melhor do que a Maria, filha de Beltrana, e que para a próxima, vai voltar o Zé mais o Manel. Não dá pena, ver esta cambada de otários a falar de coisas que não entende...?!
Na minha freguesia do Souto, a única indústria dos últimos 40 anos começou num barracão que cresceu até ficar numa moderna unidade fabril de montagem e corte de alumínios. Porque três jovens metalúrgicos tiveram um tio e um avô, que lhes deram um terreno para instalar e alargar a fábrica.
Não havia PDM na altura. Hoje, se esses três jovens quisessem montar nova empresa, a primeira dificuldade estaria logo à nascença, com a impossibilidade de encontrarem nos 17 milhões de m2 da freguesia, uns escassos 5 mil m2 capazes de merecerem a aprovação camarária.
Porque os únicos 10 mil m2 onde isso poderá ser possível [ conforme desenho estúpido afixado no mapa da reforma do PDM em curso] pertencem a dois proprietários, que nunca quiseram vender essas duas parcelas. Nem a Câmara alguma vez os contactou a saber da sua disponibilidade para venderem os seus terrenos ali ao lado dessa unidade fabril.
Ora, dessa forma nunca mais teremos vida económica no Souto.
Ora, dessa forma nunca mais teremos vida económica no Souto.
Portanto, a tontice do PDM é mais um punhal cravado nas costas do interesse público dos soutenses, vítimas da parvoíce canalha dos burocratas que se estão nas tintas para a infelicidade dos fregueses.
Afinal de contas, os burocratas é que foram crescendo e limitando a vida aos outros. De tanta soberba, a crise estoirou com esse maná...
Hoje, a administração tem que cortar no número de burocratas. O regime não é sustentável. Esse "modelo" cínico, de fazer crescer burocratas atrás de burocratas chegou ao fim. Estão a sofrer as consequências de tanta asfixia burocrática.
Agora, só lhes resta irem de enxada na mão, se quiserem...
Para que servem as câmaras cheias de engenheiros, de arquitectos e de tantos chefes de serviços, e de administrativos, se os fregueses já não têm dinheiro para pagar uma simples licença que seja?! Quem diria que estas coisas iriam suceder assim tão de repente...
FINITO!