Primeira grande questão: asseguravam-se os médicos nos Postos de Atendimento das freguesias e não fechavam mais serviços, como a Estação dos CTT numa vila como a do Tramagal.
Segunda questão: nunca teríamos o refeitório do Hospital e a sala de operações cirúrgicas do Hospital encerradas pela ASAE e pelo ministério da Saúde.
MAIS: para que esses 400 funcionários e mais uns tantos assessores e "boys" meio à sucapa pudessem ter direito a um cadeirão diante de uma secretária, a um candeeiro acesso todo o dia e a uma resma de papéis para rabiscar, puxar o autoclismo várias vezes ao dia e ainda irem - entre duas meias horas de serviço efectivo, pelo menos, uma vez de manhã e outra vez à tarde - tomar café à rua e demorar por lá o tempo que quisessem, perdemos a oportunidade de dotar o concelho de um vasto conjunto de equipamento social e de promoção turística, no valor de 350 milhões. A opção vista a esta distância para simples. Daqui a 17 anos ainda podemos estar a lamentar o que não seremos ainda capazes de decidir a curto prazo: acabar com aquele desperdício, como a troika vem exigindo e o Governo parece querer empurrar com a barriga...
Segunda questão: nunca teríamos o refeitório do Hospital e a sala de operações cirúrgicas do Hospital encerradas pela ASAE e pelo ministério da Saúde.
MAIS: para que esses 400 funcionários e mais uns tantos assessores e "boys" meio à sucapa pudessem ter direito a um cadeirão diante de uma secretária, a um candeeiro acesso todo o dia e a uma resma de papéis para rabiscar, puxar o autoclismo várias vezes ao dia e ainda irem - entre duas meias horas de serviço efectivo, pelo menos, uma vez de manhã e outra vez à tarde - tomar café à rua e demorar por lá o tempo que quisessem, perdemos a oportunidade de dotar o concelho de um vasto conjunto de equipamento social e de promoção turística, no valor de 350 milhões. A opção vista a esta distância para simples. Daqui a 17 anos ainda podemos estar a lamentar o que não seremos ainda capazes de decidir a curto prazo: acabar com aquele desperdício, como a troika vem exigindo e o Governo parece querer empurrar com a barriga...
O que é, que não se tinha feito com 350 milhões de euros a preços actuais?
Vejamos:
- 17 milhões na Ponte do Tramagal, mesmo considerando o projecto mais caro do IC9;
- 50 milhões em quatro escolas secundárias remodeladas e num bom Policténico;
- 50 milhões no saneamewnto básico a todo o concelho, dispensando a "ajuda" ainda por explicar da parceria com a Abrantáqua;
- 20 milhões na distribuição de água do Castelo de Bode ao resto do concelho;
- 17 milhões na Ponte do Souto para a Serra de Tomar, para melhor captar o circuito do turismo religioso de Tomar a Fátima;
- 10 milhões na grande Alameda de S. Lourenço à Albufeira do Castelo de Bode;
- 10 milhões no apoio à Cidade Desportiva e hotel de Centro de Estágios com gestão privada;
- 10 milhões num fundo para apoios domiciliários;
- 10 milhões num fundo para auto-caravanas de serviço médico ambulatório;
- 10 milhões para um fundo social de apoio escolar;
- 10 milhões para um fundo de apoio a outras entidades sociais ( CRIA, Misericórdia, Banco Alimentar, etc)
- Restantes 116 milhões em aplicações financeiras para sustentabilidade económica das actividades mais emblemáticas da promoção da vida económica do concelho.
Propositadamente, não considerei o pagamento de um corpo reduzido de funcionários para manter e assegurar a administração autárquica.
É muito simples. Com uma efectiva redução da burocracia, os serviços pagavam-se com a receita acrescida, numa outra dinâmica de autarquia virada ao desenvolvimento local.
Onde, entre tantas outras coisas, não se fizesse perder anos aos fregueses para lhes dizer que em vez de construírem uma casa na sua aldeia natal, era melhor que fossem comprar um apartamento na cidade...