O exemplo da "deslocalização" do Terminal Rodoviário do centro histórico, quando o mesmo desempenhava, e bem, o papel de "sala de visitas" da cidade pode ser tomado como o primeiro teste à ingenuidade política dos abrantinos.
Uns certos demagogos, via rádio pirata e não só, à falta de melhor, lá foram incutindo no povo a peregrina idéia de que as camionetas da Rodoviária poluiam o espaço da subida da Rua do Montepio e da descida da Rua de Nª Srª da Conceição.
A candidatura PSD de 2009, com alguma esperteza saloia tentou reabilitar essa mesma Rua Nª Srª da Conceição para o trânsito nos dois sentidos, o que não deixa de ter a sua graça.
Só que a poluição deixou de ser pretexto sério, quando foi feita a ponte de S. João e a grande Avenida Sá Carneiro, tudo antes dessa deslocalização, e já com o Hospital novo ali construído, o que não deixa de ser ainda mais surpreendente. Outro grande conto do vigáriuo, sem dúvida alguma.
A Rua do Montepio e a Rua Nª Sª da Conceição já não seriam mais utilizadas para a circulação das carreiras urbanas. Nem tão pouco, chegavam mais ao Lardo do Barão da Batalha.
Claro, que falta só lembrar que uma moradia - estranha implantação essa - foi autorizada no precipício das barreiras encostadas à ponte de S. João, como que propositadamente, não fosse alguém lembrar que as carreiras podiam muito bem sair da Avenida Sá Carneiro, antes do viaduto da ponte de S. João, fazer aí a inversão de marcha e subir até à velha garagem dos Claras, subindo a ponta da Rua de Nª Srª da Conceição naquele curto pedaço de rua, em frente do edifício S. Domingos e das Finanças.
Qual quê?!
Uns artistas técnicos lá na Câmara aprovaram a tal moradia com 10 metros de muralhas em altura, mesmo a tombar sobre a via pública, no cimo da Avª Sá Carneiro, por forma a cortar de vez com aquele desvio natural, que saltava à vista de toda a gente. Curiosamente, nunca li nada escrito por certos arquitectos tão amigos do Tubucci...
O "Conto do Vigário" interditava-os a essas posturas mais sérias e inteligentes!
