A história do "Conto do Vigário" esclarece-a Vasco Botelho de Amaral no "Grande Dicionário de Dificuldades e Subtilezas do Idioma Português", segundo refere Orlando Neses no seu "Dicionário de Expressões Correntes".
"A história advém do que o intrujão conta à vítima e é assim: o burlão diz ao papalvo que o vigário da freguesia lhe confiou uma grande quantia para entregar a alguém e algures, e que essa quantia está ali, dentro do embrulho.
O vigarista afirma que a maquia recebida do vigário a deseja confiar a alguém sério, desde que esse alguém ( o papalvo) lhe dê em troca do embrulho com as notas, alguma importância, para não ficar desprevenido. A pessoa que vai na conversa e lhe irá dar essa importância, acredita que o valor no embrulho compensa largamente algumas notas que lhe vai emprestar.
Aberto o embrulho, o papalvo verifica que dentro do embrulho só existem folhas de jornal recortadas e nunca, notas de dinheiro como todos os incautos julgavam.»
Apesar de estarmos no século XXI ainda há papalvos "por Abrantes" que não sabiam da história do "Conto do Vigário"...fazendo afirmações bacocas à conta da sua grosseria e fraca cultura... como verdadeiros asnos!