Os quatro "violadores da EQUIDADE":
- Soares ao entregar as Colónias a qualquer preço;
- Cavaco ao desmantelar a Agricultura e a frota pesqueira em troca de betão e alcatrão;
- Eanes, ao formar um partido de assalto ao poder, com caciques locais e militares do conselho da revolução;
- Sampaio ao tomar a CML para chegar a Belém, despachar Barroso, aniquilar Santana e restituir o poder ao Sócrates e ao Vara...
Vejam como o "comentador encartado", a viver da herança paterna e citado por outros famosos herdeiros fala aos portugueses:
- «O problema é que as pessoas vão fazer sacrifícios enormes e no fim vão ficar pior do que já estavam.»
Pedro Marques Lopes - Diário Notícias 18/10/11
EQUIDADE, para estes "gajos" é não pagar as dívidas e ainda continuarem com o cartão dourado a gastarem à tripa forra!
EQUIDADE, para estes "gajos" é não pagar as dívidas e ainda continuarem com o cartão dourado a gastarem à tripa forra!
No limite, a haver lógica nesta frase, então só podia advir do léxico do Sr. de La Palice...!
Houve quem a citasse...
O que Cavaco Silva veio agora escamotear, deve-se ao facto de ter sido ele em 1980 [no governo de Sá Carneiro) o autor do decreto-lei, que instituiu o 13º e o 14º meses.
O mesmo autor da destruição da Agricultura e das Pescas, e o grande contratador de funcionários públicos também foi o introdutor do 13º e 14º meses.
Quando Mário Soares corroborou de imediato as suas palavras e Tozé Seguro se colou a ele, ficámos todos a perceber a razão de ser da famosa "co-habitação" entre Cavaco e Sócrates!
Cortar no 13º e no 14º meses acima de certos valores (650 euros mensais) e culminando na total supressão de um (nos salários acima dos 1 000 euros) e dos dois subsídios por inteiro, a quem ganha mais de 2 000 euros mensais, não se trata de um imposto sequer. Trata-se de saneamento financeiro.
O país não tem economia capaz de dotar o Estado de meios financeiros para poder pagar esses subsídios. Esse pagamento obrigava - como tem vindo a obrigar desde os anos 1980 - a permanentes empréstimos no exterior. O défice é isso mesmo: produzimos 100 e gastamos 105 ou 110!!!
Neste momento, 80% das receitas com impostos - quando os impostos portugueses atingiram o topo, em relação aos países da CE - estão cativas dos pagamentos do chamado Estado Social [Saúde, Educação, Segurança Social, e ainda a restante administração pública e local].
Cortar "gorduras" passa por extinguir subsídios, do tipo do 13º e do 14º meses. Porque os países credores de Portugal, nomeadamente no Norte da Europa, só pagam 12 meses de salários por ano. Não usam destes "maneirismos" como cá ou na Grécia, onde havia o 15º e já se falava no 16º mês...
Quando alguém vem argumentar que o governo devia explicar melhor os cortes, só está a agir com desonestidade intelectual.
Não há nada a explicar, que os portugueses não tivessem há muito a obrigação de saber ou de procurarem informar-se. Quanto mais não fosse, por uma questão de responsabilidade cívica. O civismo tê-los-ia obrogado a saberem usar o voto, de outra forma mais digna, do que aquela que foram usando, atrás do engôdo do "bacalhau a pataco"...!
Daqueles que nos têm andado, a vender gato por lebre...
O resto é conversa mole!
