Destes nove sujeitos presentes na campanha eleitoral, só dois é que queriam um "estudo económico" ao MIAA.
Outro achava o Museu "uma óptima idéia", só não gostava era da verba gasta com os honorários do colega arquitecto.
Outro "fechou" o trânsito na aldeia dele e nem admitiu estudo económico, quanto mais não fosse ao gasto em cento e tal novas placas de proibição de trânsito...
Vamos ao "estudo económico" do Museu.
Como é que um vereador que está há anos exercendo essa função em Ponte de Sôr e Abrantes, - nesta última existem mais de 400 funcionários - se atreve a colocar a questão do "estudo económico" nestes termos:
«As (poucas) discussões até agora havidas têm-se limitado a aspectos técnicos ligados ao projecto em si.
Ora, a nosso ver, um projecto desta dimensão exige a priori um estudo sério, fundamentado, rigoroso e detalhado sobre as condições do seu funcionamento, em termos de afluência esperada de públicos, receitas daí derivadas e caracterização desse mesmo público com vista a aquilatar dos benefícios ou não que o tecido económico e social da cidade poderá esperar.
Também é fundamental uma estimativa correcta dos custos a suportar com o pessoal (especializado ou não) que necessariamente terá que ser contratado, bem como dos custos normais de funcionamento, certamente elevados num equipamento com a volumetria projectada e que requer condições próprias para a preservação das obras que se prevêem expor.
Enfim, uma análise custo/benefício que não se esgota apenas na possível auto-sustentatibilidade do Museu, mas alarga-se aos possíveis impactos (económicos, de circulação, de hábitos culturais, etc) que possa vir a ter na Comunidade onde se irá inserir.»
Dá vontade de perguntar de imediato:
- Qual foi o "estudo económico" que alguma vez se fez à existência da própria administração camarária e ao custo/benefício em termos uma instituição a pagar metade do seu orçamento a cerca de 400 funcionários?
