Um milhão já voou com o projecto de Carrilho, fora um ano de pagamentos à "Coordenadora" Isilda Jana.
Estão à porta do forno mais 5 milhões, para a tal 1ª fase, enquanto persiste, a fazer fé nas declarações da autarca municipal a idéia de uma 2ª fase que contemple a construção da Torre de 27 metros.
Portanto, construa-se a Torre - seja lá o que for essa "torre" - duas coisas já são dadas como certas: 5 milhões na 1ª fase e outro tanto na 2ª fase.
Perdura ainda, outra situação: a "torre" pode obrigar a uma 3ª e 4ª fases, o que não deixará de constituir uma estratégia de fazer "dourar a pílula" para o 2º e 3º mandatos, da actual liderança municipal.
Uma consequência muito plausível, diante das asneiras constantes da oposição do PSD mais a captura pelo "lobbie" agrário, da concelhia do CDS, duas situações que só enfraquecem o centro direita em Abrantes.
A este propósito, um pequeno parenteses, para registar este facto: tudo aponta para ser esse "lobbie" agrário a tomar, a própria Distrital do CDS de Santarém, via Torres Novas, Abrantes e Golegã, e pela "cobiça notória" no Entroncamento, o que não deixa de ser caricato, e absurdo ver o moderno e jovem concelho ferroviário, a tombar para a alçada dos agrários.
Voltando ao MIAA, há a registar essa disparatada intervenção do marido da coordenadora Isilda, aos microfones da Antena Livre, transcrita do blog "Amarabrantes" em Junho de 2010:
«(...) Há um outro problema, este muito mais complicado, mais polémico e que vai dar que falar. É assim... Grande parte das peças que, segundo sei, porque eu nunca vi a colecção, mas segundo sei fazem parte desta colecção não podiam fazer parte. Portanto há aqui um mistério, há aqui um mistério que vai dar muito que falar. Se é verdade que as peças de que tenho ouvido falar fazem parte daquela colecção, aquelas peças não podiam estar nas mãos do senhor Estrada, mas estão. Estão, porquê? Porque alguém lhas vendeu, o que significa que (agora sou eu a tirar conclusões), significa que alguns arqueólogos que fizeram escavações e descobriram peças preciosíssimas, em vez de as declararem ao legítimo proprietário que é o Estado português, as venderam por fora. Certo? E portanto nós vamos assistir e esse será uma das revoluções... (...) Eu não me admiro nada... Eu tenho a certeza que isto vai dar uma guerra civil mas que não vai envolver necessariamente o senhor Estrada, vai envolver a Arqueologia portuguesa. Certo?
Ou seja, neste momento, também não tenho dúvidas nenhumas que deve haver gente a tremer de alto a baixo e deve haver forças a movimentarem-se para: ponto um, que este museu nunca seja feito, para que esta colecção nunca seja vista por ninguém; ponto três, quatro ou dez, que nunca ninguém saiba de onde é que aquelas peças vieram, porque se se vier a descobrir... eh pá, descobre-se não apenas de onde é que vieram as peças, mas muito mais acerca de muita gente que andou a fazer escavações nestes séculos... nestes séculos, não... nestas décadas passadas. Tenho a certeza de que este vai ser um problema levantado.»
Para já, pese tanta gente "ter deitado o menino fora, juntamente com a água do banho", o primeiro milhão e tal, já voou! Estando já garantidos os 5 milhões da 1ª fase. Ou seja, até às eleições de 2013 vai haver dinheiro, obras em S. Domingos para "capturar" os últimos comerciantes pré-falidos e insuflar a "maioria PS+ICA".
Depois é esperar que a opinião pública manipulada pelo PS "descubra" que apesar das obras no Convento, não existe ainda um edifício com a capacidade necessária para acolher as valiosas peças da Colecção Estrada. E um edifício sem essa capacidade é um edifício sem dignidade.
A intelectualidade esquerdista não deixará de usar isso, para atacar o governo sovina e lá ficam o PSD e o CDS de cócoras...apodados de inimigos da cultura.
E o CDS a falar em semear nabos, e plantar couves e alfaces nas traseiras das grandes superfícies em Abrantes, para chegarem mais frescas e sem o CO2 da A-23, não apanha voto nenhum...
O PS, encarrega-se de os tramar sem apelo nem agravo. Nisso, o PS é mestre!
