Cavar a sepultura de Abrantes é com eles...
Comovente a citação da Abarca : "Numa altura em que não há dinheiro, porque é que se vai fazer um mamarracho no Convento de São Domingos, em que já se gastou 1,2 ME em projectos, acho eu."
Aquela do "acho eu" é que define todo o labor do "gabinete de estudos concelhio". Ou será outra coisa qualquer ao sabor do cesarismo bonapartista do presidente concelhio?
É que se há assim tanto trabalho e tanta militância activa, porque carga de água é que o líder não consegue apontar o número exacto do custo do projecto e tem que recorrer à ressalva, do "acho eu"?!
Outra tirada que deve deixar arquitectos e engenheiros espantados, fora os juristas, falando do que faria na Câmara de Abrantes:
" Depois, punha o ónus de outra maneira: um projecto tem três dias ou uma semana para aprovar, ou há aprovação tácita como noutros países".
Será que entre os militantes, não haverá um só, que lhe lembre que as leis administrativas que regem o licenciamento carecem de aprovação ministerial ou da aprovação do Parlamento. Essa dos 3 dias ou uma semana, só se for na África...
Uma só aprovação nestes moldes, e lá se ia o mandato da governação CDS. E se daí nascesse a aprovação tácita, a favor de um qualquer munícipe ou grupo empresarial, então é que ia ser o bom e o bonito: o Ministério Público tinha mesmo que intervir!!!
O tratamento cavalar nem sempre é uma boa solução ou remédio para a administração autárquica...
