Esta foto irá fazer história na ciência política, para ilustrar de forma clara todo o logro político deste "conteúdo bacoco" - cesarista-bonapartista - aqui bastante bem caricaturado nestes tristes personagens.
A presença destes actores em cena iria negar em absoluto toda e qualquer expressão de vida democrática, tomando por base o pensamento criterioso que nos dá conta, de que "sem segurança material não há liberdade política e, sem esta, não existe democracia".
Estes actores estiveram empenhados numa acção de domínio absoluto de todo o poder económico local e de serem os "patrões" regionais, "donos e tutores", de todos os empregos locais e regionais.
O Estado era o dono do investimento e o "decisor" dos "PIN", que recaíam nos investidores mais amigos dos amigos...
A par disso, souberam usar aquela mesinha ou "sábia mistura de divertimento, de informação estupidificante e de alimentação de plástico, ( no nosso caso, mais de febras, cervejolas e tintol, dado o gosto lusitano...) que permitiria manter de bom humor a população frustada da região", segundo o paradigma do Sr. Brzezinsky, antigo conselheiro do presidente Jimmy Carter, dos EUA.
PODER LOCAL é sinónimo de logro!
E quando olhamos para os critérios aterradores das escolhas eleitorais, até dá vontade de fugir.
Primeiro, ninguém sabe como é que a escolha pode recair em A ou B.
Segundo, houve nas últimas eleições locais em Abrantes, um partido que era suposto ter de ouvir mais de 500 militantes - em rigor, não se devia excluir o debate das "primárias" - e todavia, bastaram dois dirigentes, sem consultarem mais ninguém , para irem à Ponte de Sôr, dar o acto da escolha como consumado.
Terceiro, usar a propaganda mais terceiromundista de que há memória, como por exemplo: fazer constar a valia intelectual, não do candidato, mas da Senhora mãe desse candidato.
Resumindo: um "contágio propagandístico"!
Contágio esse, a que nem escaparam dois conhecidos candidatos do CDS, que os fez irem junto da sede distrital do CDS, perorar uma cedência gratuita do CDS para com o PSD, em razão da valia intelectual da mãe do candidato adversário e dando como sério avalista, o primo de um deles, que havia sido governador civil, por também ele ( pese a menos isenta posição de militante do PSD) ter dado o "sábio e oportuno aconselhamento para essa "união". Isto, somente na África!
Pasme-se: na distrital do CDS deu-se esse acto como um bom exemplo de "inteligente democraticidade" e ainda houve quem acenou a cabeça em sinal de concordância. Simplesmente miserável!
Como se vê a propensão para as alfaces e para os nabos, já vem de trás...
Perante estes dados, não admira que poucos ainda tenham feito as contas ao que nos custaram estes 35 anos de Poder Local, em termos de "regressão cultural e política".
Sendo certo que só em Abrantes, nos últimos 18 anos, os orçamentos municipais chegaram bem perto dos MIL MILHÕES de EUROS!
Não me perguntem, se algum desses autarcas sabia o que se podia fazer com tanto dinheiro num concelho.
Seguramente ninguém sabia. Nem os autarcas, nem os eleitores. Essa é que é, e continua a ser, a nossa maior tragédia...
Perante este quadro de irresponsabilidade eleitoral e de ausência de critérios com a mínima seriedade nas escolhas, qualquer grupo de interesses mal ou bem organizados, pode decidir entre duas rodadas de imperiais e uns tremoços, em ir chamar um " boneco" qualquer, para vestir um fato e colocar uma gravata e aparecer no dia seguinte de voz tremida a perorar um discurso de anúncio de candidatura.
Bastando alinhar meia dúzia de chavões, para recolher um ruidoso aplauso.Mesmo que tudo o que disser, nada tenha a ver com o concelho em causa ou alguém alguma vez tenha visto a vida do concelho seguir um rumo ou um eixo de desenvolvimento, como aqueles que o candidato enumerou pateticamente...
O Poder Local tem sido um permanente anúncio, do bacalhau a pataco!
A presença destes actores em cena iria negar em absoluto toda e qualquer expressão de vida democrática, tomando por base o pensamento criterioso que nos dá conta, de que "sem segurança material não há liberdade política e, sem esta, não existe democracia".
Estes actores estiveram empenhados numa acção de domínio absoluto de todo o poder económico local e de serem os "patrões" regionais, "donos e tutores", de todos os empregos locais e regionais.
O Estado era o dono do investimento e o "decisor" dos "PIN", que recaíam nos investidores mais amigos dos amigos...
A par disso, souberam usar aquela mesinha ou "sábia mistura de divertimento, de informação estupidificante e de alimentação de plástico, ( no nosso caso, mais de febras, cervejolas e tintol, dado o gosto lusitano...) que permitiria manter de bom humor a população frustada da região", segundo o paradigma do Sr. Brzezinsky, antigo conselheiro do presidente Jimmy Carter, dos EUA.
PODER LOCAL é sinónimo de logro!
E quando olhamos para os critérios aterradores das escolhas eleitorais, até dá vontade de fugir.
Primeiro, ninguém sabe como é que a escolha pode recair em A ou B.
Segundo, houve nas últimas eleições locais em Abrantes, um partido que era suposto ter de ouvir mais de 500 militantes - em rigor, não se devia excluir o debate das "primárias" - e todavia, bastaram dois dirigentes, sem consultarem mais ninguém , para irem à Ponte de Sôr, dar o acto da escolha como consumado.
Terceiro, usar a propaganda mais terceiromundista de que há memória, como por exemplo: fazer constar a valia intelectual, não do candidato, mas da Senhora mãe desse candidato.
Resumindo: um "contágio propagandístico"!
Contágio esse, a que nem escaparam dois conhecidos candidatos do CDS, que os fez irem junto da sede distrital do CDS, perorar uma cedência gratuita do CDS para com o PSD, em razão da valia intelectual da mãe do candidato adversário e dando como sério avalista, o primo de um deles, que havia sido governador civil, por também ele ( pese a menos isenta posição de militante do PSD) ter dado o "sábio e oportuno aconselhamento para essa "união". Isto, somente na África!
Pasme-se: na distrital do CDS deu-se esse acto como um bom exemplo de "inteligente democraticidade" e ainda houve quem acenou a cabeça em sinal de concordância. Simplesmente miserável!
Como se vê a propensão para as alfaces e para os nabos, já vem de trás...
Perante estes dados, não admira que poucos ainda tenham feito as contas ao que nos custaram estes 35 anos de Poder Local, em termos de "regressão cultural e política".
Sendo certo que só em Abrantes, nos últimos 18 anos, os orçamentos municipais chegaram bem perto dos MIL MILHÕES de EUROS!
Não me perguntem, se algum desses autarcas sabia o que se podia fazer com tanto dinheiro num concelho.
Seguramente ninguém sabia. Nem os autarcas, nem os eleitores. Essa é que é, e continua a ser, a nossa maior tragédia...
Perante este quadro de irresponsabilidade eleitoral e de ausência de critérios com a mínima seriedade nas escolhas, qualquer grupo de interesses mal ou bem organizados, pode decidir entre duas rodadas de imperiais e uns tremoços, em ir chamar um " boneco" qualquer, para vestir um fato e colocar uma gravata e aparecer no dia seguinte de voz tremida a perorar um discurso de anúncio de candidatura.
Bastando alinhar meia dúzia de chavões, para recolher um ruidoso aplauso.Mesmo que tudo o que disser, nada tenha a ver com o concelho em causa ou alguém alguma vez tenha visto a vida do concelho seguir um rumo ou um eixo de desenvolvimento, como aqueles que o candidato enumerou pateticamente...
O Poder Local tem sido um permanente anúncio, do bacalhau a pataco!
