Um beco na Abrantes pós-25 de Abril.
Mais um beco a juntar a tantos outros, tudo fruto de uma cultura "ajanada" e como tal inconsequente, demagógica e estúpida.
Ninguém consegue chegar ao centro histórico. Parece feito de propósito. E na saída de Abrantes, o cerco está montado a Norte, como se viu no post anterior. E a sul só há a ponte de há 150 anos, no Rossio. Como se no limite, a coerência de um local com os gastos do Aqupolis pudesse ser compatibilizada com a permanência de uma única, velha e apertada ponte, no traço do séc. XIX. Abrantes no seu melhor!
E a oeste, o Vale de Roubam com os vales e curvas profundos e tortuosos até podermos atingir a fuga para a A-23!
Nisto tudo, não restam dúvidas, houve ali mão tola e imberbe.
Ninguém consegue chegar ao centro histórico. Parece feito de propósito. E na saída de Abrantes, o cerco está montado a Norte, como se viu no post anterior. E a sul só há a ponte de há 150 anos, no Rossio. Como se no limite, a coerência de um local com os gastos do Aqupolis pudesse ser compatibilizada com a permanência de uma única, velha e apertada ponte, no traço do séc. XIX. Abrantes no seu melhor!
E a oeste, o Vale de Roubam com os vales e curvas profundos e tortuosos até podermos atingir a fuga para a A-23!
Nisto tudo, não restam dúvidas, houve ali mão tola e imberbe.
Agora digam lá, como é que um corpo administrativo e municipalista conseguiu ficar tão complacente com estas barbaridades?
Porque em boa verdade, todo o tecido produtivo da velha economia soviética também sofreu da mesma complacência dos burocratas administrativos. O salazarismo alimentou um estranho equívoco, que o seu sucessor Marcelo Caetano, Mestre do Direito Administrativo veio empolar ainda mais: o poder burocrata e administrativista.
Aqui não há mérito, não há ordenamento, não há beleza, não há rasgo urbanístico, não há nada. Cumpriram-se umas regras administrativas toleradas por burocratas cinzentões.
E como a "cultura ajanada" dominou o professorado complacente, os alunos abrantinos foram em gerações sucessivas, completamente vilipendiados no seu conhecimento e na sua formação. Um dia, a História Local dirá o resto. Mas o que está à vista de toda a gente isenta, já dá para perceber e muito, todo esse obscurantismo consentido, em nome dessa paradoxal e cínica ideia de democracia...
Quantos anos mais teremos que conviver com os tristes resultados deste obscurantismo?! Como é que pudemos ser atraiçoados pelo nosso professorado local, jacobino, complacente e ignorante?! O poder local ficou refém de meia dúzia de activistas medíocres, que usaram e abusaram das escolas onde as gerações futuras perderam tempo, saber: foram enganados!
Um dia saberemos o resto da história...
Um dia saberemos o resto da história...