Porque era na Galiza que havia a tal areia especial com melhor "silíca" para o fabrico de painéis, dizia Alexandre Alves em plena Assembleia Municipal, assessorado por dois professores vindos do Instituto Superior Técnico, que se afirmavam responsáveis técnicos desse mega investimento.
Quando eu fui falar no período pós reunião - reservado às intervenções do público - questionei o "Barão Vermelho", de que me parecia algo estranho, o facto de tão volumoso investimento poder ficar refém do preço do fornecimento dos areeiros da Galiza, pois mal estes soubessem do alegado "sucesso" dessa sua matéria prima, desde logo a fariam subir, quiçá, para preços de todo incomportáveis.
Em jeito de desculpa feita à pressa, o "Barão Vermelho" respondeu-me de que já havia assegurado um contrato de fornecimento e até estaria a pensar adquirir um areal na Galiza.
Claro que nunca quis explicar a razão de não montar antes um "extrator de silíca" à porta do areal, poupando com isso no transporte de tantos camiões diários a percorrerem mais de 800 kms no vai-vem entre a Galiza e o Pego de Abrantes. Porque a "silíca" é qualquer coisa leve e de fácil transporte, que de um camião de areia podia ficar reduzida a dois sacos de adubo. Em vez de vários camiões, como já referi aqui, a "silíca" cabia num táxi, ou inclusivé, despachada pelos CTT.
Pena que os distintos professores não tivessem elucidado o investidor da necessidade de acautelar a sobrecarga de dióxido de carbono, ao insistir com tão poluente meio de transporte, ou seja, vários camiões diários entre a Galiza e o Pego de Abrantes.
No limite, seria mesmo a ruína dos nossos areeiros do Tejo, confrontados com as sobras de areia depois de retirada a "silíca". E novo problema ambiental daí decorrente, com o crescente e perigoso açoreamento do nosso Tejo.
Os senhores jornalistas presentes nem me quiseram ouvir. Pudera, como me disse a jornalista Margarida Trincão, "eu tinha uma linguagem pouco entendível", conforme constava entre os seus colegas presentes nas coberturas das reuniões das Assembleias Municipais, por ondeparava muito o professor de "Sociologia da Informação", Alves Jana, não sei se aparentado com o outro Alves ( Alexandre)...!
E como a curiosidade e o zelo de furo jornalístico nunca foi coisa que lhes despertasse interesse, quando os jornalistas achavam a minha linguagem pouco entendível, eles eram os primeiros a evitarem-me, não fosse dar-se o caso de terem de revelar a sua ignorância face ao que eu fui revelando.
Foi assim, que coisas tão elementares como as minhas críticas ao PDM foram mantidas em segredo. E depois espantavam-se porque o nosso concelho ia perdendo cada vez mais população e as freguesias iam morrendo... Falar da conexão entre uma coisa e outra era linguagem pouco "entendível"...!
NOTA: Passos Coelho falou na "democratização da nossa economia". E imediatamente essa revelação pareceu uma linguagem pouco entendível. Ontem o Engº Ângelo Correia que já falou com Passos Coelho dezenas de vezes sobre esse assunto explicou ontem, na SIC Notícias o que era essa coisa da "democratização".
A nossa economia só está acessível a alguns, como se ainda estivéssemos com a Lei do Condicionamento Industrial de Oliveira Salazar.
Há, segundo Ângelo Correia, um sufoco burocrático a nível de mil e uma licenças para tudo o que se queira fazer neste país e os egócios permitidos nunca ficam entregues a quem é mais competente e mais capaz, mas sim, a quem é mais amigo do poder. Rematando: há sempre um burocrata no caminho, capaz de aniquilar um investimento de grande valia, quanto mais não seja por mero preconceito contra o empreendedorismo.
É assim a modos que ter um burocrata " Tourquemada" em cada concelho, como nós com o " pinadacosta". Lembram-se de quando ele dizia "que o Sr. Pico queria encher as hortas de betão lá no Norte"?!
Pois é: o sujeirto acusava-me disso e esquecia-se que tinha aprovado o PDM no Souto, que proibindo as construções em tudo quanto era sítio, já as admitia como possíveis, no terreno do único campo de futebol lá do Souto ( na Sociedade Recreativa).
Digam lá: não é mesmo um génio aquele artista?!