Reparem como nenhum professor ousa dizer uma evidência há muito conhecida:
- o número de alunos no secundário baixou em 400 mil, em relação ao número de alunos existentes nos anos 1980/1990.
Logo a ESTA e outros politécnicos têm sérias limitações. E não só...!
Vejamos: a região de Abrantes terá talvez entre cem e duzentos professores, sendo certo, que a minha crítica em bom rigor só tem visado um reduzido número de professores - vinte ou trinta, nas últimas três décadas - que na condição de professores no activo, se lançaram no desempenho de funções autárquicas, quando estavam muito longe de reunirem o perfil mais favorável para esse efeito, resultando com isso, graves inconvenientes para a vida colectiva do concelho.
Atente-se que foi um professor e autor deste livro, que eu adquiri há pouco mais de meia dúzia de anos em 3ª edição, mas que da última vez que o vi nas livrarias já ia na 13ª edição, quem alertava a páginas 27 e 28, qualquer coisa com este sentido:
- de que os professores pelo seu contacto diário com populações escolares juvenis, não conseguiam libertar-se de alguma imaturidade e de algum contágio da má deformação do raciocínio imberbe dos alunos.
Este argumento usado pelos vereadores do PSD - ambos foram professores - serve na perfeição como ilustração da afirmação desse autor alemão, que também era professor.
"Recorde-se que o imóvel da “Tranquilidade”, sito também na Praça Raimundo Soares e que se encontra recuperado e em bom estado, foi vendido, recentemente, pelo valor de 228.079,00€, tendo a Câmara recusado exercer o direito de preferência, contra a opinião dos vereadores eleitos pelo PSD que defenderam a aquisição do mesmo."
Portanto, nem estou a dizer nada que um outro professor universitário não tenha escrito antes...
