Esclareça-se: ao falar do "adn" militarista do Cabeço, não estou a confundi-lo com o brio patriótico de alguns valorosos militares abrantinos.
Este "adn" militarista é outra coisa. Tem muito a ver com a ligeireza - quiçá leviandade - com que um coronel do exército, que entrou para a Academia ainda com Salazar em S. Bento e no 25 de Abril estava no Leste de Angola a montar "segurança" ao chamado trilho de entrada dos "turras do Agostinho Neto", - como então se designavam os guerrilheiros do MPLA, - conseguiu ser o candidato irrepreensível e revolucionário da coligação da CDU. Isso diz muito!
Um candidato que abominava o ar de esmola que a direita apontava aos aumentos das pensões de miséria, que era dada ao povo, quando ele, coronel do exército com pensão entre os 3 mil e os 4 mil euros, o que mais estimava era a solidariedade social.
Resta saber se essa tão apregoada solidariedade social o levou alguma vez a partilhar a sua pensão milionária com outros camaradas da CDU que ficaram com 240 ou 300 euros - dez vezes menos do que a sua reforma milionária.
Repare-se que os oficiais nunca se aproximaram da candidatura do CDS. Reviam-se mais na CDU, no ICA, no PS e até no PSD.