Afinal, o que é que mudou desde Maio de 2010, para agora os vereadores do PSD terem dado o seu voto favorável, sem que fosse feito o tal estudo de viabilidade económica sobre o Museu, que antes tanto reclamaram?
Porque razão não falaram mais nesse estudo, anteriormente tão reclamado?
Porque se calaram os vereadores do PSD a esse respeito?
Em reunião de câmara de 3 de Maio de 2010 punham em causa várias situações pontuais sobre a natureza do investimento no Museu e sobre a autenticidade das peças.
Em Fevereiro de 2012, sem nada terem dito neste intervalo VOTARAM A FAVOR do novo projecto do MUSEU.
Será que já não é importante saber-se, se as peças são falsas ou verdadeiras?
Será que os vereadores já foram devidamente esclarecidos da veracidade das peças, e mantiveram-se em silêncio nestes dois últimos anos, sem que nunca tivessem tido a coragem política de o virem confirmar publicamente?
AQUI FICA ALGUMAS FRASES DAS DÚVIDAS SOBRE A ORIGEM DAS PEÇAS, em 3/5/2010:
«MUSEU IBÉRICO
Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD
Tendo em conta a gravidade da situação financeira e económica nacional, não nos parece prudente avançar para a construção do museu ibérico, com o figurino proposto, sem antes se fazer um estudo sério e credível sobre a sua sustentabilidade económica.
Acontece que a construção do museu ibérico não levanta apenas questões ao nível do investimento, da localização ou da estética.
Sendo certo que a polémica causada por estas questões tem feito esquecer o essencial e que devia ser do conhecimento de todos, até para se poder avaliar e justificar o investimento público que irá ser levado a cabo.
Há cerca de dez anos, o Município de Abrantes firmou um protocolo, através da, então, vereadora da cultura, com a Fundação Ernesto Lourenço Estrada.
Sabemos que, inicialmente, esta relação se manteve através da cedência, por parte da Câmara de Abrantes, de um funcionário, um assistente-técnico de arqueologia, que viria a colaborar com a Fundação Ernesto Estrada por vários anos.
Ora, gostaríamos, antes de mais, de saber (1) quais os resultados dessa colaboração duradoura e (2) se houve incorporação de espólio arqueológico municipal, fruto desta colaboração “técnica”?
Com efeito, na altura decorriam importantes escavações: uma no Olival Comprido, em Alferrarede, onde foi encontrada uma villae romana de dimensões apreciáveis, e, outra, em S.Facundo, no local da Saibreira, donde foram divulgados importantes vestígios pré-históricos.
(3) Terá o abandono destes projectos tido alguma coisa a ver com a cedência, por vários anos, do funcionário supracitado?
É que, se o preço a pagar por esta cedência, foi a degradação total dos vestígios do Olival Comprido, em Alferrarede, e o abandono da escavação de S. Facundo, então parece-nos, desde já demasiado elevado.
Por isto, gostaríamos que
(4) nos explicasse quais os verdadeiros contornos desta cedência, solicitando informação detalhada sobre este protocolo e sua evolução, entretanto, mantido em segredo.
Por outro lado, após uma exigente reflexão sobre este assunto, deparámo-nos com algumas dúvidas, pelo acima relatado, acerca da respectiva colecção da Fundação Estrada que se configurará como o ex-líbris do MIAA, ou seja, a sua colecção permanente.
Como todos sabemos, esta colecção não está imune a uma polémica que se prende, por um lado, com a origem de algumas peças e, por outro, com a autenticidade de outras.
(5) É ou não é verdade que grande parte do espólio da Fundação Estrada está imersa de variadas incertezas?
(6) Se sim, que percentagem da colecção está sobre suspeita de ser falsa, quanto à autenticidade, e dúbia, quanto à origem e método de apropriação pelo actual proprietário?
É que o catálogo editado pelo anterior executivo não esclarece a proveniência de muitas peças e não nos parece sensato acolher num Museu, que se quer Ibérico, peças sob as quais se levantam demasiadas suspeitas.
Segundo fomos informados, parece que está a decorrer um processo de autentificação da referida colecção, liderado pelo Drº Luiz Oosterbeek, do Instituto Politécnico de Tomar.
Após um ano sobre o início deste inédito processo de autentificação de obras a integrar num Museu, indagamo-nos acerca da demora na apresentação dos resultados.
Gostaríamos, por isso, de saber:
(7) qual a percentagem de peças da colecção que é falsa?» in Rexistir