E porque quem não se sente, não é de boa gente esperei 24 horas para saber o que dizia a alegada lista vencedora aos militantes. A sua mandatária e o cabeça de lista mantiveram um silêncio ensurdecedor, que não é nada saudável, nem nunca vi expressar desta forma tão desprezível para com os militantes distritais, quando agora dispomos da net para uma declaração formal
Aqui deixo a minha nota de protesto, que fiz circular no facebook diringindo-a à deputada Margarida Netto e a outros elementos da candidatura da lista B.
«
Margarida Netto, quero felicitá-la por ter mantido
o seu silêncio quanto às felicitações que ainda não deu à lista adversária.
Neste caso o seu silêncio foi um claro sinal - permita-me interpretar assim esse
seu silêncio - de que a vitória de ontem da lista A não preencheu todos os
requisitos que a vida democrática e o pluralismo do nosso CDS-PP sempre nos
habituou em 38 anos de vida do CDS. Em 21
concelhias, bastou haver uma que em dois anos fez inscrever cerca de 300 ou 400
novos militantes para com eles conseguir obter uma majoração de votos anormais,
que acabaram por beneficiar directamente essa mesma concelhia sobrepondo-se às
restantes vinte concelhias, o que não me parece ser um bom exemplo de transparência e
de boa prática democrática. Eticamente soa a jogada sul-americana, o que destoa
dos parâmetros de vida democrática do CDS-PP.
Apraz-me registar que não há nestes dois anos de novas inscrições em massa, quaisquer práticas de grande dinamismo dessa concelhia e de actuação visível dos seus novos militantes, que possa sustentar essa votação, que ao que se diz foi nessa concelhia de 126 votos favoráveis à Lista A. Um número que ficando muito aquém dessas centenas de novas inscrições, também podem significar que ainda assim, há um lastro enorme de novos militantes que não terão subscrito em absoluto a manobra eleitoral conduzida a favor do presidente dessa concelhia, também ele, ao mesmo tempo e estranhamente, o candidato a presidente da distrital pela lista A. O CDS-PP não pode confundir-se com um clube de futebol, onde alguém arregimenta votos e vence. É que a lista vencedora tem contra si, o facto de ao contrário da lista adversária, não ter emitido qualquer Programa Político. Optou pelo mais grosseiro silêncio, em total desrespeito pelos militantes.
Fosse outro ou outros os beneficiários dessa majoração, e ainda assim fechava os olhos, a este evidente atropelo e abusivo desempenho.
A partir de hoje, o CDS-PP ao deixar passar em claro esta vitória com métodos muito pouco transparentes e sãos para a convivência democrática corre o risco de passar de um partido com História na defesa da legalidade democrática, para um partido sempre à mercê de aventureirismos de duvidosa prática democrática. Uma vitória desta natureza é um insulto à consciência dos sentimentos democráticos e da sã convivência dos militantes.
Apraz-me registar que não há nestes dois anos de novas inscrições em massa, quaisquer práticas de grande dinamismo dessa concelhia e de actuação visível dos seus novos militantes, que possa sustentar essa votação, que ao que se diz foi nessa concelhia de 126 votos favoráveis à Lista A. Um número que ficando muito aquém dessas centenas de novas inscrições, também podem significar que ainda assim, há um lastro enorme de novos militantes que não terão subscrito em absoluto a manobra eleitoral conduzida a favor do presidente dessa concelhia, também ele, ao mesmo tempo e estranhamente, o candidato a presidente da distrital pela lista A. O CDS-PP não pode confundir-se com um clube de futebol, onde alguém arregimenta votos e vence. É que a lista vencedora tem contra si, o facto de ao contrário da lista adversária, não ter emitido qualquer Programa Político. Optou pelo mais grosseiro silêncio, em total desrespeito pelos militantes.
Fosse outro ou outros os beneficiários dessa majoração, e ainda assim fechava os olhos, a este evidente atropelo e abusivo desempenho.
A partir de hoje, o CDS-PP ao deixar passar em claro esta vitória com métodos muito pouco transparentes e sãos para a convivência democrática corre o risco de passar de um partido com História na defesa da legalidade democrática, para um partido sempre à mercê de aventureirismos de duvidosa prática democrática. Uma vitória desta natureza é um insulto à consciência dos sentimentos democráticos e da sã convivência dos militantes.
