Alguém veio lançar a confusão na distrital, e quer prosseguir nesse caminho.
Primeiro promoveu uma disputa eleitoral entre 21 concelhias, onde já sabia que só iriam participar meia centena ou pouco mais de votantes, em nome de uma tomada da governação distrital do Partido.
Segundo, na Assembleia Distrital está minoritário. Pese o anterior presidente da Mesa ter promovido esta cisão em duas listas e ter sido reeleito, mas pela lista opositora à presidente em exercício Margarida Netto. Mais confusão. Não percebe agora, que o novo presidente da Comissão Política possa vir ao lado do anterior presidente da Mesa falar num "Congresso" - ideia que foi tirar do Programa da lista adversária - para todos os militantes participarem "unidos", quando a ideia da divisão partiu deles, e pelos vistos já parecem reconhecer ter sido uma ideia extemporânea. Só que agora é tarde. Deviam ter pensado antes, nas consequências da sua iniciativa divisionista.
Terceiro, o candidato da lista A perde toda a autoridade moral para vir agora falar em "diálogos" e "unidade de esforços" e em procura de ideias, quando nunca quis usar a campanha eleitoral para debater uma única ideia.
Quarto, o candidato da Lista A não convence com a seriedade serôdia que exibe agora, quando antes deixou permanecer no site de campanha da sua lista, uma "comunicação" sectária, insultuosa e de baixo nível assinada pela sua mandatária, onde atacava tudo e todos e mandava "crescer, a ver se chegavam um dia a serem bons políticos", todos os candidatos da lista adversária, inclusivé a sua cabeça de lista, a deputada da nação. Ao pedir agora para se reunirem todos, está a desautorizar a mandatária, mas fá-lo demasiado tarde, para que se possa acreditar na sua boa fé.
Quinto, ao ter precipitado a distrital para votações de meia centena de votos em muitas das concelhias, sabia de antemão que a sua concelhia [ de Abrantes, com 126 votos na lista A e 11 na lista B] poderia, num golpada do estilo sul-americano, preencher com o excedente de votos a seu favor as falhas eleitorais da sua lista nas restantes concelhias. Ganhou em cinco concelhias do Médio Tejo e à tangente, por um voto, na concelhia da Lezíria [Rio Maior].
Contas feitas, os 9 votos são de Abrantes. Nas dez concelhias da Lezíria só venceu uma [Rio Maior e por um voto, tendo perdido na sede distrital, Santarém, por 20 votos]. Nas 11 concelhias do Médio Tejo ganhou por diferenças mínimas em Sardoal e Alcanena e em Torres Novas, Tomar e Abrantes. Não pode, pois, com os 126 votos de Abrantes dizer com inteira justeza que ganhou o distrito. Nem o distrito pode ficar refém dos votos de duvidosa militância, desses 126 recém chegados ao CDS, nos meses que antecederam as eleições distritais. Militantes de quem não se conhecem uma partilha de boa vontade e de cidadania em prol da vida distrital e até da vida municipal da sua origem, se é que esses 126 votos vêm de militantes com segura e efectiva identidade, afinidade ou proximidade ao concelho de Abrantes.
Um dirigente responsável, não pode merecer credibilidade quando diz isto:"Caros amigos, O processo
eleitoral acabou. Venceu a lista “A”, mas podia ter sido a “B” isso não é
importante. Hoje, segunda-feira, não há vencedores nem vencidos, funcionou a
democracia e ...a possibilidade da alternância. Só isso. Quero que os
combates que se aproximam sejam feitos por TODOS Nós. Em grupo. Unidos. E que a
energia demonstrada pelos militantes do CDS-PP nesta campanha, (...). Teria que ter tido antes, o cuidado de ponderar essas adesões de última hora, precisamente, depois do CDS ter chegado há um ano, ao governo. E um dirigente distrital não pode colocar-se à frente da distrital, através de um processo pouco transparente e à custa de 126 votos de militantes da sua própria concelhia e inscritos, na sua esmagadora maioria, há poucos meses e já depois do CDS estar no governo. Votos com os quais foi tapar "buracos" em pelo menos 14 das 21 concelhias do distrito, onde perdeu a sua lista.
Depois de tudo isto, não cola o apelo do vencedor de há 48 horas atrás, quando diz "O processo eleitoral acabou."
Para mim é óbvio que está inseguro e receia uma próxima reviravolta...