Confundir o concelho de Abrantes como "área agrícola" só porque 70 % é ocupado por floresta ( que deixaram arder todos os anos!), e 20 % por terrenos com aptidão agrícola é muito redutor.
É não querer aprofundar as razões que conduziram as freguesias a ficarem reféns de quase toda a sua área geográfica preenchida com floresta, - que arde ano sim, ano não - e permitir os espaços dos seus cascos urbanos cada vez mais limitados por regulamentos do PDM, que não acautelaram a crescente desertificação das povoações rurais.
A floresta sem o enquadramento do necessário mosaico de diversificação florestal e de sustentabilidade pode constituir a ruína de vastas regiões, anteriormente povoada por seres humanos.
Ainda ninguém conseguiu explicar porque razão seis ou sete freguesias, mais a norte do concelho de Abrantes (onde incluo as áreas florestais de Rio de Moinhos e de S. Vicente) - depois de passarmos pelas freguesias do Sardoal, pelo menos três destas claramente florestais, e de todo o concelho de Vila de Rei, mais umas tantas freguesias do Mação, todas coladas umas às outras e densamente revestidas de coberto florestal, a questão que aqui fica, repito: como é que permite agregar tanta área florestal contígua, sem uma diversidade com olival e vinha?
Ninguém ainda quis admitir, que sem a vinha e o olival nessas freguesias, a vida humana só tenderá a extinguir-se a médio prazo. E não o quiseram admitir com que justificação?
Para mim, só há uma justificação: continuamos há duas dezenas de anos a condicionar a nossa política de investimento em atenção aos interesses da celulose e sem nunca levar em conta a sustentabilidade dessas freguesias a partir de outros recursos mais amigos da harmonização da vida humana. Ali a floresta sufoca, arde e mata outras expectativas de vida.
Há 25 anos só se falava em arrancar a vinha e o olival. E apontavam-se as matas de eucalipto, como o nosso "petróleo verde". Aí temos os resultados.
Em2001, numa entrevista ao " Nova Aliança" o presidente da junta de freguesia do Carvalhal ainda levantou a questão de o PDM ter afastado 30 jovens casais da freguesia, mas como estava no PS, não pode ir mais longe no protesto.
Isso quis dizer, que não havia terrenos para trinta casais, em 17 milhões de metros quadrados da freguesia [ 1700 hectares, 3 400 campos de futebol ] quando bastava 1 único hectare a disponibilizar em último caso pela CMA, para desse modo se evitava a fuga de 30 jovens casais.
Hoje, todos encolhem os ombros. A culpa vai morrer solteira.
Carvalhal na projecção feita n`ABARCA pode não ter nenhuma criança ou jovem dos 0 aos 25 anos, em 2021. SIMPLESMENTE DEPLORÁVEL.
Pior, só no tempo dos nazis!
NOTA: Não estou a ver o CDS a intervir contra esta política florestal de extermínio humano, quando o presidente distrital a ser empossado é um apoiante das ZIF`s , e tem na sua lista, um indivíduo que em 2006 na propaganda às mesmas deixava cair esta barbaridade, mais ou menos nestas palavras, como na altura denunciei nos media locais:
" Ainda bem que a destruição [ referia-se aos incêndios que devastaram as cinco freguesias do norte de Abrantes e as áreas florestais de S. Vicente e de Rio de Moinhos) foram desta intensidade, pois assim o trabalho da implantação das ZIF`s torna-se mais fácil e de mais rápida e generalizada avaliação dos terrenos dos proprietários aderentes". Proprietários quase que obrigados a terem de ceder aos apaniguados das ZIF`s e às suas "Entidades Gestoras" dotadas de poder discricionário sobre as propriedades alheias...
Isto é, para esse engenheiro florestal ligado a uma conhecida associação de agricultores e proprietários florestais a sul de Abrantes, nada melhor do que a "política da terra queimada"... Simplesmente deplorável.
É esta gente que nunca podia estar a meu lado na Concelhia do CDS. Só apareceram agora, porque assim lhes convém. E com eles arrastaram outros candidatos que entraram na lista vencedora de Abrantes e da Distrital.
Estas coisas não acontecem por acaso...
Há 25 anos só se falava em arrancar a vinha e o olival. E apontavam-se as matas de eucalipto, como o nosso "petróleo verde". Aí temos os resultados.
Em2001, numa entrevista ao " Nova Aliança" o presidente da junta de freguesia do Carvalhal ainda levantou a questão de o PDM ter afastado 30 jovens casais da freguesia, mas como estava no PS, não pode ir mais longe no protesto.
Isso quis dizer, que não havia terrenos para trinta casais, em 17 milhões de metros quadrados da freguesia [ 1700 hectares, 3 400 campos de futebol ] quando bastava 1 único hectare a disponibilizar em último caso pela CMA, para desse modo se evitava a fuga de 30 jovens casais.
Hoje, todos encolhem os ombros. A culpa vai morrer solteira.
Carvalhal na projecção feita n`ABARCA pode não ter nenhuma criança ou jovem dos 0 aos 25 anos, em 2021. SIMPLESMENTE DEPLORÁVEL.
Pior, só no tempo dos nazis!
NOTA: Não estou a ver o CDS a intervir contra esta política florestal de extermínio humano, quando o presidente distrital a ser empossado é um apoiante das ZIF`s , e tem na sua lista, um indivíduo que em 2006 na propaganda às mesmas deixava cair esta barbaridade, mais ou menos nestas palavras, como na altura denunciei nos media locais:
" Ainda bem que a destruição [ referia-se aos incêndios que devastaram as cinco freguesias do norte de Abrantes e as áreas florestais de S. Vicente e de Rio de Moinhos) foram desta intensidade, pois assim o trabalho da implantação das ZIF`s torna-se mais fácil e de mais rápida e generalizada avaliação dos terrenos dos proprietários aderentes". Proprietários quase que obrigados a terem de ceder aos apaniguados das ZIF`s e às suas "Entidades Gestoras" dotadas de poder discricionário sobre as propriedades alheias...
Isto é, para esse engenheiro florestal ligado a uma conhecida associação de agricultores e proprietários florestais a sul de Abrantes, nada melhor do que a "política da terra queimada"... Simplesmente deplorável.
É esta gente que nunca podia estar a meu lado na Concelhia do CDS. Só apareceram agora, porque assim lhes convém. E com eles arrastaram outros candidatos que entraram na lista vencedora de Abrantes e da Distrital.
Estas coisas não acontecem por acaso...

