...E aqueles 20 cidadãos que se apresentaram numa foto colectiva como "independentes" também não convenceram. Aliás, pelo desenrolar dos acontecimentos pós-eleitorais, até ficou em dúvida, se esses 20 cidadãos votaram todos, nas listas dos "independentes".
Tomando por certo este pensamento de Miguel Sousa Tavares:
««Fazer política em Portugal está a tornar-se numa tarefa insustentável para aqueles que chegam à política pela melhor das razões: prestar um serviço público, contribuir para melhorar em concreto a vida das pessoas e actuar de acordo com as suas ideias e a sua consciência.»
Miguel Sousa Tavares - Expresso de 10-2-2013
Portanto, o problema reside na falta de cidadãos capazes de irem para uma câmara rasgarem estratégias, ao arrepio dos pareceres corporativos dos técnicos municipais.
Como devem estar lembrados, há uns anos, certo vereador caprichava em não beliscar um "parecer técnico" avulso, consentindo que a sua legitimidade assente no voto popular, fosse "esmagada" pela posição "cesarista/bonapartista" do nomeado técnico, quando este tomabva uma deliberação fundamentalista, recusando-se a ponderar e a respeitar o interesse público municipal, em causa.
Há por aí muita boa gente, que acredita que um presidente da Câmara só serve para assinar os cheques dos salários de mais 400 funcionários municipais e ir aceitando fazer umas obras desenhadas e fiscalizadas pelos seus técnicos, e satisfazer o pedido dos presidentes de junta mais amigos.