Ouvi uma entrevista de António Capucho sobre o apoio ao Marco Almeida. A crítica de Capuco atingia o PSD, que não respeitou o labor e a competência do seu autarca Marco Almeida, nos onze anos em Sintra, como vice-presidente de Fernanado Seara. E dei comigo a pensar como é a vidinha nos aparelhos partidários e quanto essa entrevista se conjugava com o meu caso. Ele tem 7 anos a mais do que eu. Quandofiz a admissão aos liceus ele estaria a sair do liceu. Porventura, o mesmo liceu em Oeiras.
Um cidadão, um freguês, um munícipe na acalmia daquela fase da vida em que dá conta, de que há mais vida para lá dos sessenta, - porque aos sessenta, ainda se tenta! - e aproxima-se daquele grupo partidário do qual esteve mais próximo e mais activo, com a mais inocente das ideias de ajudar a mudar o rumo das coisas que por erro ou omissão humanos, foram roubadas ao usufruto dos cidadãos.
Um cidadão, um freguês, um munícipe na acalmia daquela fase da vida em que dá conta, de que há mais vida para lá dos sessenta, - porque aos sessenta, ainda se tenta! - e aproxima-se daquele grupo partidário do qual esteve mais próximo e mais activo, com a mais inocente das ideias de ajudar a mudar o rumo das coisas que por erro ou omissão humanos, foram roubadas ao usufruto dos cidadãos.
Só que os partidos têm os seus códigos secretos, que visam alcançar o poder para quem se acha dono do partido e mais uns amigalhaços. Ao primeiro afronto de ideias, os medíocres do aparelho estremecem de medo: a competência e o saber incomodam mesmo muito os incapazes e os medíocres. Viram-se para o chefe, em sinal de reverência e submissão. E mal o chefe lança o ataque contra o cidadão voluntarioso, aqueles pobres diabos do aparelho partidário soltam tudo, o que julgam ser seu dever dizerem, para agradarem ao chefe.
Contenção, rigor, isenção, uso inteligente do cérebro para analizar a questão em causa são atributos que escamoteiam nesse momento, em razão de inconfessáveis interesses pessoais. Pasme-se! É este tipo, de pessoas, que se apresentam como arautos da defesa dos munícipes. E pedem para acreditarem nelas como sendo os seus anjos protectores, exigindo, o voto como paga adiantada. Não há almoços grátis.