Nesta visão enesgada e estreita em que se vem albergando o actual executivo municipal, verificou-se o que já se esperava: uma arrecuada!Afinal, quem estava mesmo " fora da lei " era o ainda presidente da CMA, como eu já havia dito na Rádio Tágide, na sexta-feira passada!
Tanto bastou para que na Sessão Camarária de ontem, o executivo, tenha vindo dizer numa trapalhada mal alinhavada, o impensável, tomando à letra o prepotente comunicado desse mesmo dia 20.
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O que essa reunião gerou de "revolta" nos 250 comerciantes fez paralizar o actual executivo. A arrogância vergou. Mas cuidado com a retaguarda! Esta arrecuada é tácita e na volta, virá a surgir mais tarde...
Esta decisão ao arrepio do tal "puxão de orelhas" do presidente da CMA ao presidente da Associação, foi ter percebido que o chão estava a faltar-lhe debaixo dos pés...
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Para quem celebrou um Protocolo há 11 anos, declarar agora - sem mais nem menos - essa caducidade no meio de todo este tumulto e sem capacidade de resposta da CMA em dar seguimento aos novos pedidos até 15 de Setembro, isto foi um recuo in extremis, de quem não soube ponderar durante 11 anos outra resposta mais sensata!
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Com efeito, o COMUNICADO pouco Rigoroso, vem dizer que o executivo municipal deliberou em seguimento à reunião que o presidente da Câmara teve com o presidente da Associação Comercial, dia 20, a querer com isso justificar a decisão de SUSPENDER o EDITAL aprovado em 24 de Julho.
Assim já não vão entrar em vigor, os novos horários a partir de 15 de Setembro.
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Mas não foi nada disto que resultou dessa reunião do dia 20 como se pode ver no Comunicado. No dia 20 declarava-se apenas o fim do Protocolo e exigia-se o Parecer Técnico da Associação, que a CMA já havia pedido em 8 de Abril último, o que era ao mesmo tempo uma confirmação de falta de zelo administrativo de parte a parte, como se quisessem adiar algo que já davam como inevitável.
Portanto cuidado com o que aí virá...
Isto meus amigos, é uma trapalhada completa.
No dia 20 o que a CMA decidiu foi dar um "puxão de orelhas", ao presidente da Associação, e declarar preto no branco, como estando caducado o Protocolo e exigir o Parecer Técnico já pedido pela CMA à Assocoação desde 8 de Abril último.
Nada dava a entender numa hipótese de suspensão do EDITAL, muito pelo contrário...
A arrogância camarária era notória. Quero, posso e mando!
Querer agora recuperar, a conversa entre o presidente da CMA e o presidente da Associação, visou apenas salvar as aparências de duas incompetências.
Mostrou um autarca sem capacidade de negociar ou alterar seja o que fôr. Porque não foi o presidente da Associação, que na reunião do dia 20 já havia recuado e muito, quem obteve uma vitória, mas sim as repercursões que a "revolta" fizera eco junto dos associados, como aqui reproduzi o desabafo de um "Comerciante Insatisfeito", a atacar a CMA e o presidente da Associação...