
Aqui na CIDAS, quando estive na fundação dessa Cooperativa de Rega e construímos este e outros depósitos e a rede de canalização e montámos os contadores (1975), nessa reunião subsequente discutimos o preço a fixar ao m3 de água:
1 escudo e 25 centavos por cada m3.
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Cada m3 de água elevado da albufeira ao planalto do Souto "consumia" 0,7 kwhatts. E o Kw custava-nos cerca de um escudo, nessa altura. A diferença eram custos de administração e manutenção dos serviços da Cooperativa.
Hoje, nos serviços de abastecimento do precioso líquido é o próprio ministro da tutela quem afirma que o preço que pagamos a água serve para as autarquias o "usarem" para financiarem outras despesas fora do serviço das águas.
No limite, carros novos, viagens e outras mordomias e avenças a terceiros.
Mas a água não é um bem precioso e vital para todos?! - É!
E não é eticamente reprovável servir-se da água para pagar "luxos"?! - É!
Então isso é crime?! É!
E no entanto os "criminosos" continuam impunes?!- É!
Porque a lei não fixou a punição?! - É!
Então, por isso que há impunidade?!- É!
Se soubéssemos a imensidão de custos que nos somam ao verdadeiro custo da água na tarifa ficávamos logo a saber a malandragem que nos fazem pagar todos os meses e isso podia fazer com que os consumidores pudessem andar por aí aos tiros e a fazerem revoluções?! - É!!!!
Eh pá não faças mais perguntas sobre a água, pode ser?! Senão a gente ainda se engana nas contas da próxima factura...