O Rui André, presidente da junta de Rio de Moinhos enviou-me uma mensagem e pediu para comentar, há uns minutos atrás, aflito com esta situação que denunciou agora no blogue de riodemoinhos.sapo.
Nada de ir fazer a reprodução desta casinha com flores na janela, pois o centro de Rio de Moinhos onde esta ruína se encontra está demasiado sobrecarregado com construções e debate-se com falta de espaço para acessibilidades de bombeiros e outros socorros....
JP : Então meu caro Rui André, pode-me reunir aí os donos do prédio degradado, que eu daqui a uma hora ou duas horas estarei aí, com um técnico da Câmara? Mais uma coisa, que a minha mulher está aqui a falar-me numas tigeladas, providencie se na antiga loja do Sr. Guilhermino, ainda me podem guardar meia dúzia de tigeladas e duas broas de nozes, lembrou-me agora a minha mulher... Bem vê eu tenho que calar a boca à minha mulher que queria que eu ficasse esta tarde com a familia...
JP : Diga que vou aí estar para resolver esse problema e dar várias sugestões, no interesse deles e da melhoria da qualidade urbana da própria terra, não lhe parece já um bom motivo para fazer os impossíveis para os encontrar?!
RA : Claro que sim, só estava a pensar se era para a próxima reunião de Câmara ou só parea daqui a seis meses...
JP : Oh meu caro André, não se esqueça que está no séc. XXI, no choque tecnológico como dizia esse antigo 1º ministro na época...
Uma vez no local com os interessados.
JP: Querem vender este terreno e serem recompensados com outro e aonde?! Vejam o interesse da Câmara e da Junta seria rasgar este espaço e ficar com mais um acesso à EN 3, talvezhaja outro ao lado que também acabe cedendo o seu prédio e acabe transferido para outro local aqui no Centro de Rio deMoinhos, onde a Câmara já tem uma "bolsa de terrenos" para permutas.
Com mais conversa ou menos conversa as coisas acabaram por redundar num acesso muito bem conseguido num sentido único, com quatro lugares de estacionamento e as empenas contíguas restauradas para fachadas à antiga e um recanto a um topo pela transferência de um terceiro proprietário.
Depois de um contrato promessa assinado, nessa 2ª feira, na 3ª feira às 8.00 horas já estava uma máquina da Câmara e um camião a recolher os entulhos.
Um mês e meio depois, estava a nova rua inaugurada! Dispensados os foguetes porque havia o perigo de incêndio e não havia tempo a perder pois outros autarcas de freguesia já clamavam por mais...
Finalmente, sabem porque partido o autarca de Rio de Moinhos concorreu?!
Ainda bem que não sabem. Porque eu também não quero saber...
Deixem-me ir pagar as tigeladas e as duas broas, como sempre faço...
NOTA: Não! Não ia lá construir esta casinha muito típica, porque as coisas nem sempre podem resumirem-se a "presépios" muito lamúrias, onde falta espaço para as pessoas respirarem e "escapar" à asfixia de uma super-concentração de casario sem acessos para um auto-tanque ou uma "maggirus" com escada rolante dos bombeiros.
REPITO : o bom urbanista tem que saber olhar para estas questões com "olho clínico"!