«A raiz do definhamento da economia portuguesa está na alteração de “termos de troca” internos que, desde 1990, tem favorecido uma enorme transferência de rentabilidade do sector transaccionável para o sector não transaccionável da economia.
Desta forma, o sector transaccionável tem sido atrofiado e o não transaccionável - que funciona num mercado protegido e com margens asseguradas (seja pelos preços administrados, seja pela garantia de vendas ) [ exemplos da EDP, PT, Transportes Públicos, e outras empresas públicas ] - tem registado uma enorme prosperidade.
Desta forma, o sector transaccionável tem sido atrofiado e o não transaccionável - que funciona num mercado protegido e com margens asseguradas (seja pelos preços administrados, seja pela garantia de vendas ) [ exemplos da EDP, PT, Transportes Públicos, e outras empresas públicas ] - tem registado uma enorme prosperidade.
E, como consequência, a economia, como um todo, foi continuamente definhando e endividando-se ao exterior.
Não podem, pois, surpreender três consequências desta situação.
A primeira é que o sector não transaccionável, apesar de ser o marginalmente menos produtivo, se tornou no sector mais rentável da economia.
A segunda é que esta transferência de valor tornou o sector não transaccionável no destino mais procurado pelo investimento financeiro e pelos talentos do país.
E a terceira é que, com estas condições de funcionamento, se favoreceu a instalação, e cristalização, à volta deste sector, de uma poderosa aliança de interesses que resistirá a qualquer mudança.
.
.
NOTA: Não é preciso por mais na carta. A pequena e média empresa geradora de emprego para a classe média e para 70 % da mão de obra nacional ficou a xuxar no dedo.