
Mais disseram: "O que estava em causa era derrubar todo o convento, começando pelos claustros, prosseguindo uma política urbanística que desde os liberais do século XIX, passando pela República afonsista, pelo consulado vil e persecutório de Henrique Augusto da Silva Martins (com o seu inefável homem de mão França Machado)- os que meteram na cadeia Manuel Fernandes, até aos últimos edis patrocinados pelo próprio criador da Casa de Saúde."
Pelo arrazoado se prova a falta de clarividência da "cáfila".
A troco de umas obras numa ala do Convento, onde se instalou a Biblioteca se "perdoou" ao arquitecto aquela bizarria do portal em betão à vista e as forras em granito polido da dita Biblioteca. Se fosse Carrilho ou outro, não faltariam os "berros da cáfila"...E assim passaram anos e anos com o chamado segundo claustro e a ala sudoeste em ruínas, mais os ditos celeiros utilizados em sala de aulas do Politécnico. Porque a cumplicidade da "cáfila" com a elite socialista era imensa desde as obras do Aquapolis anunciadas há 13 anos. A mesma "cáfila" que considera a volumetria do Hospital de Abrantes uma monstruosidade, como se os abrantinos não merecessem mais do que o velho hospital da Misericórdia, pois as famílias importantes têm acesso directo ao Santa Maria ou a Londres...
Cínicos: para a "cáfila" a volumetria deles é que comanda a vida. E alegam que a destruição seria total com o mesmo embuste de um mestre Àlvaro Pais, quando em cima de uma mula cavalgou por Lisboa antiga a gritar: "acudam ao Palácio, porque o Conde Andeiro (o amante galego da rainha viúva) quer matar o Mestrede Avis!"Claro está, que a história foi outra. Quando Álvaro Pais avançou para a arruada, já sabia que o Conde Andeiro fora morto precisamente, pelo Mestre de Avis. Era preciso fazer sair o povão à rua, antes que o Mestre fosse preso como assassino pelos guardas da rainha...
NOTA: Ao fim destes anos todos, onde param os projectos de um Teatro de substituição do volumoso S. Pedro? E os projectos de um Hotel digno de receber os visitantes de Abrantes, de uma outra Casa de Saúde, de um Mercado Diário, de um Palácio da Justiça em alternativa ao projecto "uniforme" do Estado Novo, de um Hospital de Abrantes, de um Quartel de Bombeiros fora do leito de "cheia" do actual na Samarar Sul e todo um conjunto de obras para dimensionar Abrantes ao nível da 2ª cidade do distrito, que deixou de ser, depois de Abril?!
Porque é que o Centro Histórico continuando a definhar a olhos vistos, ainda há idiotas que persistem em falar estupidamente, em excesso de volumetria?!PALHAÇOS!