Antigamente, tínhamos o Dr. Manuel Fernandes que à margem da CMA conseguiu acrescentar obras como o Hotel de Abrantes, o Colégio La Salle, e o Teatro de S. Pedro.
Depois dele, soubémos estes dias, que o arquitecto que se juntou ao então presidente de Câmara e impediram o derrube dos velhos e inestéticos barracões ou celeiros dos frades, - ali paredes meias do Convento de S. Domingos com o edifício do velho Tribunal ( hoje Politécnico), onde foi acrescentado um parque de estacionamento e um caramanchão - para nesse local não poder ser implantado o Palácio da Justiça do final dos anos 60, foi uma decisão a dois, cujos malefícios ao Centro Histórico estão hoje mais evidentes. A Bibl,ioteca, o Politécnico e o Tribunal nunca seriam demais, para animar o Jardim da República e a panorãmica que dali brotava. Acrescentem-lhe o fecho do Terminal Rodoviário ao lado, e percebam agora quando começou o "sono de morte" do Centro Histórico.
Opções são opções.
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Neste caso, três questões se destacam.
PRIMEIRA: hoje, os mesmos que atacam um executivo municipal em unanimidade e uma assembleia municipal em maioria de ter aprovado um Museu Ibérico a erguer não no derrube do Convento de S. Domingos mas no seu prolongamento ao lado e em separado, são os mesmos que louvam um arquitecto e um presidente de câmara do Estado Novo por terem conseguido no Terreiro do Paço parar a implantação do Palácio da Justiça ali ao lado do magnífico Jardim da República, um dos pontos de maior atracção do Centro Histórico depois do Castelo - duas personalidades apenas, decidiram por um concelho...!!!
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SEGUNDA: numa requalificação do antigo Grémio para Repartição de Finanças no virar do milénio, a Câmara e o autor do projecto - um conceituado arquitecto abrantino - permitem que permaneçam sem qualquer préstimo uma bateria de retretes com a sinalética bem evidenciada pelo mau gosto, a desfigurar todo o alçado no seu conjunto e que alguém que ouse muito democraticamente dizer que "o rei vai nu" , logo recebe em troca todos os ataques mais reles e ordinários que a condição humana alguma vez conseguiu juntar no mesmo prato da balança por Abrantes, como que a querer provar que se o nazismo não passou por cá, não foi à falta das apetências estalinistas, elevadas ao mais alto grau.
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TERCEIRA: são estes arruaceiros que vêm usando linguagem obscena e que o Sr. D. Duarte já se sentiu incomodado pelas referências à Causa Monárquica de um ou outro desses autores do blog e da "Petição" ( como chegou ao meu conhecimento, porque o país é muito pequeno e a impunidade não dura sempre... e mais não digo por ora...), que quiseram arrastar cidadãos honestos para impugnações cujas más consequências em breve não deixaremos de entender, o que diz do carácter artificial da nossa cidadania, totalmente capturada por grupelhos barulhentos e irresponsáveis, sem dignidade alguma para respeitarem a cidadania e os cidadãos livres.
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Nota: surpreendeu o atrevimento indigno de quem rebateu as minhas críticas fazendo-me passar por alguém pago por interesses obscuros, o que prova, que para esses arruaceiros, ninguém pode pensar de forma diferente do que eles irresponsavelmente querem impor aos outros, sem ser logo atacado.
TERMINA POR AQUI.
ESTAMOS ESCLARECIDOS!