«Do ponto de vista ideológico, o cavaquismo é uma inexistência - não é social-democrata, muito menos liberal e só ostenta conservadorismo quando isso convém ao seu mentor. Não constitui uma posição ética sobre o País e a sua política - caso contrário, como conciliar figuras como Eduardo Catroga ou Lobo Antunes com pessoas da estirpe de João Rendeiro, Oliveira e Costa, António Preto ou Dias Loureiro? Não se estriba num corpo de ideias, numa visão do mundo. Não é um movimento ou um projecto político, um esforço de mudar o que quer que seja. O cavaquismo é uma mera expressão de fidelidade pessoal. Cavaquistas, afinal, são aqueles que se sujeitam, sem rebuço, ao sacrifício de quaisquer interesses aos objectivos políticos de Cavaco Silva.»
NEM MAIS!
