Mantendo-se o baixo índice dos 25 habitantes por hectare, a Revisão do PDM pode não passar de um logro, com os proprietários a enveredarem pelo loteamento, transferindo terrenos rústicos em (novos) terrenos urbanos. Só que os terrenos urbanos, ao contrário dos que ainda vão permanecendo rústicos, passarão a pagar o apeticido e caro IMI, que tanto reforça os cofres municipais.
Em tempos de crise, há que estarem atentos não venham a sofrer na pele o que mais parece a história da "raposa aos grilos"...
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MAIS: A par das casinhas coladas umas nas outras e sem logradouros mínimos nos cascos históricos de certas povoações rurais - muito estimuladas pelo poder municipal para as restaurações - surgem as novas construções onde se impõem afastamentos de sete metros da berma da rua, alegando poder ser necessário a instalação de passeio de 2 metros e lugares de estacionamento na aldeia, e ainda por cima em espinha, para "comer" mais terreno ao proprietário. E se a autarquia nunca vier a fazer lá o estacionamento, lá teremos o condutor de um camião TIR ou da velha camioneta de carga a apodecer, a "obter" um excelente lugar para tapar as vistas à casa nova do desgraçado freguês, que foi investir para a sua aldeia...
SUBLINHE-SE: Aos 25 habitantes por hectare correspondem 8 moradias unifamiliares ( no agregado de 3 pessoas) até 239 m2 de área habitável.
Ora os 8 lotes desse hectare, podendo obter da parcela de 1.250 m2 de área, uma autorização de 375 m2 pela aplicação do indesejado baixo COS de 0,3, no fim de contas ainda ficam muito aquém dessa escassa metragem, com os tais 239 m2 de construção.
As injustiças e as desigualdades aparentam ser mais que muitas. Até que ponto é que esta Revisão está a contemplar essas e outras situações de desigualdades latentes?
Esta corrida a mostrar às pessoas mapas de novas expansões pode vir na prática a alimentar falsas expectativas: um logro!
Com o COS de 0,3 e com tanta legenda a falar em "Baixa Densidade", nos novos mapas, esperem pelo pior.
