Pelos mapas apresentados, posso perceber que em freguesias como o Souto ou a Aldeia de Mato, que os mesmos já estavam assim delineados ou quase prontos, no final de 2003.
Portanto, em 2002 ou 2003, o executivo PS já havia percebido, suficientemente bem, o logro do PDM de 1995.
E teve receio dada a movimentação desencadeada no Norte do concelho com as listas de centenas de assinaturas em freguesias como o Souto, Aldeia de Mato e Fontes, mais as reuniões à volta da discussão pública do POACB. Tudo movimentações que não correram nada bem para o executivo PS. Nas Fontes, bastou-lhes irem "buscar" o presidente da Junta (ao PSD) e espalhar alcatrão por mais umas estradas. O PS calou as Fontes.
A água da Albufeira, ( mesmo sendo a mais cara do Médio Tejo) sossegou o concelho. Nada transpirou para o PSD, sendo o projecto de Humberto Lopes e António Roseiro de Janeiro de 1990. Era agora parte da "obra" de Nelson de Carvalho/Pina da Costa/ Júlio Bento. Estes dois últimos, mais "unidos" pela "parceria" SMA/Abrantáqua.
A água da Albufeira, ( mesmo sendo a mais cara do Médio Tejo) sossegou o concelho. Nada transpirou para o PSD, sendo o projecto de Humberto Lopes e António Roseiro de Janeiro de 1990. Era agora parte da "obra" de Nelson de Carvalho/Pina da Costa/ Júlio Bento. Estes dois últimos, mais "unidos" pela "parceria" SMA/Abrantáqua.
E uma vez mais, a direcção concelhia do PSD sem saber estar à altura dos acontecimentos, quando era Durão Barroso o 1º ministro.
Muito puxei, mas aquela direcção concelhia não dava mais. Não estava para ali virada.
Portanto, esta "REVISÃO" já estava preparada, caso as coisas começassem a correr mal para o PS. Isto é, se o PSD se movimentasse um pouco mais a colher o descontamento evidenciado pelo concelho sobre as graves limitações do PDM, nos idos de 2004/2005.
Estes terrenos que aparecem agora a mais - chega a ver-se colocar áreas de 1 e 2 hectares dentro dos perímetros e mesmo nos centros das povoações, como novas áreas urbanizáveis - mostram como o PS já estava disposto a abrir mão do erro de 1995, sem ter que dar explicações pela gravidade das omissões e daqueles cortes operados, sem a mínima razão de ser no PDM inicial.
A apresentação do arqº Albano Santos a nº 2, em 2005, fazendo constar com habilidosa hipocrisia política, que seria o futuro substituto de Nelson de Carvalho, permitiu deixar essa Revisão ainda na gaveta algum tempo. O PSD nem percebeu nada do que andava a passar-se no PS. A "evolução na continuidade" era agora a "arma política" do núcleo duro do PS e o dito arquitecto, o "cordeiro de Deus".
Maria do Céu Albuquerque era a nº 6 da lista, em 2005. Não contava. E aparentemente, acreditava em Albano Santos como sucessor de Nelson de Carvalho.
Finalmente, esta retirada da gaveta dos mapas bolorentos da revisão já delineada em 2003 (veja-se a coincidência do POACB no tempo: o Plano da Albufeira foi aprovado em Maio de 2003), fazendo-a coincidir com o "grande plano da reconversão do Centro Histórico da cidade e com o anúncio da mini-hídrica no açude do Aquapolis e o resto do Projecto ribeirinho no Rossio, quando o Casal Curtido não há meio de mostrar os painéis solares e a Central do Pego, não tem clientes para a sua produção de energia ( "Abrantes Capital da Energia" parece ter ido atrás do "Mar de Abrantes", da Clínica Ofélia e da Ponte do IC 9 no Tramagal...!), fez vir ao de cimo, o que pode ser mais uma cantilena ou mesmo o "Canto do Cisne" da "pesada herança" do beirão Nelson de Carvalho, por terras de Abrantes...
Uma última corrida atrás do prejuízo.
