Medina Carreira deu em cheio: «"Estamos com as baterias contra o dr. João Jardim (...), mas temos muita gente que à frente dele devia sentar-se no banco dos réus. As pessoas que puseram este País no estado em que está deveriam ser julgadas", disse Medina Carreira, durante uma tertúlia na Figueira da Foz.
Medina Carreira respondeu: "Não só a Madeira. Quem pôs o País de pantanas como está, se houvesse lei aplicável, também devia ir aos tribunais".
Defendeu ainda que uma eventual acção judicial deveria incidir sobre os governantes dos últimos 10 anos. "Era seleccioná-los, porque houve uma data de mentirosos a governar", argumentou. »
Cavaco Silva, há mais de dez anos, também trocou os milhões no betão, pela renovação da nossa frota pesqueira e pela modernização da nossa agricultura, ambas paralizadas a seu mando.
Um ano e meio depois da tragédia do 20 de Fevereiro de 2010, no Funchal não deixa de ser curiosa esta fúria contra Jardim.
Isto, sem falar nessas pequenas e médias autarquias cheias de Aquapolis e "elefantes brancos".
O cinismo do presidente Cavaco é a cereja no cimo do bolo da denuncia apontada por Medina Carreira.
Com tumultos sociais no Norte de África e Mediterrâneo, será que a acalmia madeirense não rendeu divisas no campo turístico?!
Haja quem avalie com rigor o que poderia ter sido gerado na Madeira com a paragem das obras que entretanto, Jardim resolveu prolongar em pagamentos faseados e a crédito.
As receitas do Turismo na Madeira poderão "absorver" esse défice em quatro anos. E como dizia o socialista e comissário da ONU, Jorge Sampaio:
- " há mais vida, para lá do défice"!
Será que o Tozé Seguro e tantos outros, já se esqueceram disso?!
