Recolhido no Lar Unidade D. António Francisco, em Santarém, onde está acompanhado com sua irmã, D. Conceição, acabei de lhe dar os parabéns pelo seu aniversário. Uma gentileza que trocamos há anos, pois também ele nunca se esquece do dia do meu aniversário.
Desde 1967, que me habituei a ver nele, uma das pessoas mais preocupadas com a vida das terras do Norte do concelho de Abrantes, sabendo apontar sempre a elevada valia da beleza turística dos vales circundantes à Albufeira do Castelo de Bode.
Ele próprio, nasceu numa casa sobranceira ao rio Zêzere, na Estrada Principal que atravessa as Fontes. Foi através dele que recolhi o testemunho de seu pai que garantia ter sido a paisagem das Fontes até S. Domingos, Carvalhal e Souto, reportando-se há mais de cem anos atrás, constituída abundantemente por castanheiros.
Uma nota interessante para quantos hoje falam em obrigar os proprietários a cuidarem melhor da floresta. Talvez, antes de mais, fosse interessante perceber como se perdeu aquela riqueza alimentar vinda dos castanheiros, em tamanha abundância. Saliente-se que o castanheiro era designado como "a àrvore do pão"!
Mas há outra gratidão a assinalar com o Padre Rosa. Em Junho de 2009, a minha candidatura à CMA, pelo CDS sofria ataques estranhos, vindos da distrital e de dois candidatos da minha lista que não souberam estar à altura dos acontecimentos.
De Paulo Portas recebi uma envergonhada mostra de apoio, transmitida pelo actual Secretário de Estado, Dr. Filipe Lobo de Àvila, com quem almocei no restaurante "O Califa" em Benfica.
Foi nesse momento de dificuldades que coloquei ao Padre Rosa o convite, que antes de tudo o mais, seria um sinal inequívoco de solidariedade de um grande conterrâneo do Norte para comigo.
Aceitou por amizade e por respeito à minha luta a favor do Norte do concelho, ser o último da lista à Câmara. Estava jubilado. Não tinha mais que pedir licença ao seu superior da hierarquia católica. Ser o décimo da lista ( o terceiro suplente) era pois um lugar meramente simbólico, mas que pessoalmente, me dava outro conforto espiritual.
Agradeço a essa atenção e essa consideração que teve por mim , quando muitos teimaram em mostrar indiferença. É nestas alturas que se conhecem os grandes Homens.