Alguém consegue provar a "equidade" de manter 700 mil postos de trabalho vitalícios, na dita função pública, diante de um país de quase 8 milhões de pobres ou mal remediados, quando quase todos esses serviços públicos funcionam mal?
Ou por outras palavras, alguém poderá negar a validade de uma medida de contenção de custos, só por suprimir um ou dois subsídios, no sector público onde as retribuições salariais e outras, sempre foram na ditadura do Estado Novo e no pós 25 de Abril uma clara iniquidade de regalias e mordomias, desde a assistência médica, aos horários de trabalho, às reformas e aos descontos sociais e fiscais, estes últimos, quase inexistentes durante longos anos?!
Algum economistas credível conseguirá provar a equidade em teimar na sustentabilidade da tese da seriedade da boa gestão pública, quando um simples "corte" das despesas salariais [ apenas em relação aos privilegiados subsídios do 13º e 14º meses, acrescente-se...] logo é posto em causa, como se de uma prática discricionária e quiçá anti-democrática se tratasse?!
Estou a ver, como diz um amigo meu economista, que os livros de Cavaco eram a cópia chapada do Moura do MDP/CDE, tendo apenas mudado a cor das capas, do vermelho para o azul...

