As traseiras do Convento de S. Domingos quando foram "urbanizadas" nestes moldes perdulários - próprio dos trouxas e hipócritas amigos do ambiente! - constituíram o maior crime urbanístico de Abrantes.
As moradias que desaparecem à esquerda, e que a miopia urbanística municipal deixou "entupir" o viaduto de S. João - o mais que necessário acesso indispensável para a vida do Centro Histórico e a Rua Nª Srª da Conceição - mataram o futuro da cidade.
A alternativa, que ainda poderia surgir pelas traseiras do Convento de S. Domingos, numa transversal em alameda a nascer a meio da subida da Avª Sá Carneiro, também ficou impedida pela patética implantação daquelas seis moradias em banda contínua, que formam um hino à idiotice urbana!
Reparem: mesmo que se quisesse preservar as vistas do Convento, nunca ninguém com dois dedos de testa poderia dar-se ao mau gosto de implantar aquele "tapume" das seis moradaias em banda contínua, com aquela disposição transversal. Bastava aquela mesma volumetria ser implantada, à esquerda ou a direita, mas em sentido longitudinal, para ao menos já se deixar um valioso espaço livre, capaz de servir de alameda de acesso às traseiras do Convento.
E quem diz às traseiras do Convento, diz ao Jardim da República e às traseiras da Gare Rodoviária dos Claras e à Rua Nª Srª da Conceição.
Assim, como está, aquilo não é nada: é uma vergonha!
Pasme-se: o urbanizador, até foi vereador, empreiteiro e grande cliente da Câmara!
Talvez hoje, já tenha percebido, que possivelmente, depois da perda da cidade e da animação do Centro Histórico, o segundo grande prejudicado foi ele próprio, que acabou "esbulhado" com aquela fraca e idiota volumetria aprovada.
Acresce, que a própria implantação do dispendioso edifício de S. Domingos, que surgiu no meio de cedências meio confusas, não resultou em grande negócio. Só com as escavações e muralhas de suporte das barreiras de S. Domingos se perderam milhões...
Todos saíram a perder com esta "urbanização"!
