«A minha candidatura à Câmara Municipal de Abrantes pretendeu também ajudar a consciencializar os munícipes de Abrantes para este problema e dar um modesto contributo para resolvê-lo.
As minhas reservas relativamente ao museu, por exemplo, não têm nada a ver com o valor do espólio, nem com o projecto de arquitectura, nem com a localização, se bem que considere que a população de Abrantes deve ter uma palavra a dizer sobre isso.
As minhas reservas estão a montante desta discussão e assentam, apenas, na sustentabilidade económica de uma obra que vai consumir recursos que não temos para gerar ainda mais encargos (é, aliás, a própria presidente da câmara quem reconhece, já à partida, que o museu vai dar prejuízo) num momento de grande aperto financeiro com iminentes cortes nos salários, nas reformas e nas prestações sociais e um aumento brutal do desemprego.»
O triunfalismo do Vereador Santana Maia é mero oportunismo político.
Devia ser mais sério no evocar das suas justificações e falar por exemplo da campanha caluniosa que moveu contra a legalidade e genuidade das peças da colecção, e que levou a presidente da sua concelhia atrás, querendo à viva força negar a valia da colecção Estrada, pondo em causa a origem legal da mesma e a forma como o Sr. João Estrada a terá obtido.
Mais tarde, depois da polémica a difamar a colecção Estrada, o Vereador Santana Maia, como o mesmo escreveu em Março de 2010, só não queria era gastar dinheiro, quando a autarquia afiançava ter tudo encaminhado para obter esse financiamento do QREN.
Foi vereador do PSD quem escreveu exactamente isto: " que nada tinha contra o valor do espólio, nem contra o projecto de arquitectura", o que denota uma dupla contradição.
Claro está, que em Março de 2010 já estávamos a tratar do PEC I ou o PEC II e com Passos Coelho a substituir Manuela Ferreira Leite. Era fácil de mais vaticinar dificuldades no financiamento da obra...
Desta vez, o vereador Santana Maia volta a contradizer-se e parece esquecer o óbvio: a presidente tenciona mesmo construir o museu, só que arranjou uma saída habilidosa e tola, contra a qual, mais uma vez o vereador do PSD não cuidou de questionar ou refutar sequer.
Com efeito, a presidente fala em construir o museu, mas em duas fases. Para a 1ª fase já dá como certo, os custos de cerca de 5 milhões, e ao mesmo tempo que adianta ser sua intenção construir a "Torre" na segunda fase. Ninguém sabe quando, nem com que dinheiro. Sabe-se que no final de conversa à Lusa, que terá atirado para o ar uma estimativa cega, afiançando ser menos de 13 milhões. O que é muito pouco, como informação, facto que devia preocupar e muito o vereador da oposição.
Todavia, o vereador Santana Maia deixou passar essa manobra da autarca municipal do PS, sem um único reparo.
Quanto ao apontar as posições dos centristas, modere a língua e veja se percebe as cautelas que era preciso ter, sob pena de fazer perigar o contrato dessa valiosa colecção, que Abrantes devia a todo o custo manter na sua jurisdição.
E só por isso, valia a pena ser-se mais comedido. Nunca caluniar o coleccionador e a sua valiosa colecção. Santana Maia não soube estar à altura dos acontecimentos. E voltou agora a provar que afinal pouco ou nada ainda aprendeu com esta matéria.
Convenhamos, a presidente mantem quase tudo como dantes. Só divide o museu em duas fases. A 1ª dará até 2013. A segunda fase irá açimentar as promessas evasivas da campanha das eleições de 2013.
Só o vereador Santana Maia é que não percebeu esse logro. Ele e os amigos por Abrantes.
Aliás, Isilda Jana continuará como coordenadora: tudo como dantes!|
Devia ter mais comedimento, o vereador do PSD. Não devia cantar vitória antes de definir uma postura mais assertiva.
