A presidente da CMA arranjou um esquema habilidoso para "doirar a pílula" e manter Isilda Jana como coordenadora do Museu, que sempre se vai fazer, mas agora como diz a autarca municipal, em duas fases: a 1ª na ala do Convento e com projecto e custos de cerca de 5 milhões e a 2ª fase, sabe-se lá quando.
Está a arranjar "entretenimento" até às eleições e para depois de 2013.
Só Santana Maia e os seus "amigos por Abrantes" é que não perceberam. Aliás, nem disse ainda quem é que está a tratar desse novo projecto. Mas disse que a "Torre", essa ficará para a 2ª fase...!
E que tudo ficará por menos dos 13 milhões...?! O que parece não ser nada sustentável, nem coerente...
Apressadamente, o vereador do PSD, já quis cantar vitória. Uma vitória de Pirro!
Pasme-se, com este excerto de texto de Santana Maia, escrito por si a azul:
«Afinal quem tinha razão? Era ou não uma irresponsabilidade avançar com a contrução de um museu com esta grandeza?
E quem eram afinal os irresponsáveis: os vereadores do PSD que consideravam uma irresponsabilidade insistir na construção de um museu com esta grandeza, tendo em conta a conjuntura económica, ou os socialistas, os independentes e os centristas que consideravam uma irresponsabilidade a posição dos candidatos e vereadores do PSD de se oporem à construção de um museu com esta grandeza?»
Convirá o vereador Santana Maia e candidato de 2009, tomar nota do seguinte:
- os centristas de que fala ( e indelicadamente, foge a mencionar o nome do candidato do CDS) consideravam uma irresponsabilidade não se acolher com dignidade a valiosa colecção;
- os centristas de que fala, sempre souberam distinguir as peripécias atribuladas com o projecto do Museu, com a necessidade de acautelar a sua exposição, quanto mais depressa melhor, tendo até dado sugestões para uma instalação mais urgente e à medida que as peças fossem ficando cadastradas e avaliadas, por forma a não deixar morrer o "élan" que a dita exposição poderia render para a vida do Centro Histórico;
- o candidato do CDS de 2009, como se prova, continua a saber distinguir e bem todas as peripécias e jogadas em redor da ideia de um Museu, que ninguém sabe como irá ser construído, mas que o vereador Santana Maia já dá de barato, como caso encerrado e anulado, o que só demonstra pura fantasia da sua parte, quando a presidente da CMA, volta a falar em mais do mesmo, só que em duas fases.
Convenhamos, a irresponsabilidade da construção ao contrário do que alude o vereador do PSD não acabou. Veja se percebe ao menos isso, antes de "cantar vitória"!
Ao invés, a telenovela do MIAA voltou a ser posta em cena, desta vez em duas fases.
No limite, a maior irresponsabilidade, ainda está para vir, e só o vereador do PSD é que ainda não a descobriu, e já dá o caso, pasme-se, como encerrado.
A partir de agora, iremos ter o MIAA em prestações. E com gastos continuados, por meio de parcelas, o que ainda coloca o problema mais gravoso, sem fim à vista, senão mesmo de custos incontroláveis e intermináveis!
Os abrantinos que abram os olhos...
