Companheiro Paulo Portas, todas as lideranças têm um fim.

ALDEIA de MATO e SOUTO com a sua "UNIÃO" tem o caminho aberto para serem a MAIOR e MAIS PROMISSORA FREGUESIA do CONCELHO de ABRANTES. Basta saber livrar-se uns "certos jumentos" da canga autárquica...

domingo, 6 de novembro de 2011

4.225 - "HISTÓRIAS do SOUTO" ( I )

Textos inéditos da autoria de João Baptista Pico
 (pesquisas realizadas entre 1998 e 2011).



Nota Prévia
“Histórias do Souto” que passarei a relatar no blogue “Pico do ZêzerAbt. blogspot. com” visam situar os acontecimentos pretéritos à luz de quem os ouviu relatados por soutenses mais velhos ou se baseou em escritos agrupados, nomeadamente, na súmula dos Registos Paroquiais de 1758, conhecidos através da compilação do texto do Cura João Manuel, à data pároco do Souto e dos assentos de casamentos, baptizados e funerais de que há livros escritos, na Torre do Tombo entre 1625 e os finais do séc. XIX, lavrados pelos respectivos párocos locais.

Os relatos a seguir mencionados respeitam à vida do Souto durante os últimos dois ou três séculos, antes do virar do milénio. Tudo aquilo que foi a vida económica, social e política, mais marcante ou mais característica de sucessivas gerações. A vida económica é a fonte mais rica, e mais determinante, para podermos chegar à história do Souto.

Parafraseando a Profª Maria da Conceição Tavares, catedrática de Economia e docente na Universidade do Rio de Janeiro, quanto ao que esta emérita professora luso-brasileira aponta com uma impressionante clarividência, de que para se falar de Economia tem que se saber primeiro do que tudo, da História, então, penso eu, que talvez, através da economia, também possa conhecer todos encadeamentos e todas as pulsações das vidas subsequentes, até chegarmos à grande história dos povos.

Mas tenhamos a necessária humildade de entender que descobertas recentes, através dos arqueólogos Álvaro Batista e Maria Rosa Cruz, no âmbito do estudo coordenado entre a autarquia abrantina e o Politécnico de Tomar, nos deram conta da existência de vida humana nas margens do Rio Zêzere, desde as Fontes, ao Souto e a Martinchel, desde à cerca de 6 000 anos antes de Cristo.
Por aqui se vê, que as “Histórias do Souto” focadas nos últimos dois ou três séculos, apenas permitem um pequeno abrir do pano, sob uma ínfima parcela da história. Mal iriam estes textos, se tivessem a soberba pretensão de escreverem a História do Souto. Coisa de todo impossível de fazer com um mínimo de erudição e seriedade.

Com isto, quero demarcar-me de outra obra publicada em 2007, pelo Manuel Batista Traquina e editada pela Palha de Abrantes, que acabou infelizmente, por revelar-se demasiado fechada e sectária na abordagem dos problemas e das vivências locais. Denota-se, como de resto critiquei nas colunas do “Jornal de Abrantes” ainda no tempo da direcção do Dr. Jorge Moura Neves Fernandes, uma tentativa de cariz ideológico, onde os factos mais marcantes da história local, nas últimas décadas, acabaram abafadas pelo desprezo e a antipatia pessoal de quem escreveu e editou essa obra. Em vez de uma história, o que se procurou fazer foi um “apagão” da vida do Souto, pelo menos nos últimos 50 anos, até onde a memória dos vivos poderia questionar muitos factos, deturpados ou manipulados nesse livro.
Acresce que o autor, como historiador, omitiu dados que lhe transmiti, que dizendo respeito aos nossos antepassados familiares mais directos, da família Baptista, a que ambos pertencemos pelo lado materno, deveria ao menos ter tido algum cuidado em os conhecer.
Porém nem essa proximidade familiar lhe despertou qualquer interesse. Por exemplo, fez por ignorar um dado relevante quanto ao Reverendo Padre, José dos Santos Baptista, professor do Seminário do Fundão e um grande combatente dos invasores franceses, como veio a público na revista Zhara, em Novemvro de 2008, a quando das Comemorações dos 200 anos das Invasões Francesas. Invasões totalmente ignoradas no livro e que deixaram marcas.
O Padre Baptista era irmão do nosso tetravô, Militão José Baptista, pai do nosso trisavô João Rodrigues Baptista, vice-presidente de Junta encarregue por Mouzinho da Silveira de fazer o registo cadastral das terras no Souto, o que lhe valeu muitas inimizades entre os seus conterrâneos ao ponto de morrer desgostoso e ainda muito novo, deixando nove filhos órfãos, sete rapazes e duas raparigas, uma delas, viria a ser bisavó materna do M. Traquina. Ora esta omissão, não encontra uma explicação plausível e abonatória da isenção e do rigor desejável num candidato a historiador. Se nem a história da família conhece, como pode aventurar-se a falar com rigor das famílias dos outros?!

Acresce, toda uma lista de omissões que não encontram outra explicação plausível que não seja uma grande má vontade em identificar um conjunto de pessoas que não terão comparticipado monetariamente a edição desse livro, ou que não colhiam a simpatia pessoal desse autor. Tudo situações que só condicionam e diminuem a importância e as revelações contidas nesse livro. Na história e na verdade, não há amigos. Aristóteles já dizia, que gostava muito do amigo Platão, mas gostava mais da verdade. E não poupou o amigo a críticas, quando a verdade falava mais alto.

Pessoalmente, consigo apontar várias omissões que tiveram um significado de “censura” objectiva contra mim. Desde logo, o facto de ter sido vereador. Uma omissão ainda extensível a José Rodrigues Branco em 1982 e ao Capitão José Delgado Xavier em 1813, o mesmo que em 1934 surgiu como vereador pelo Sardoal, coincidindo com esse intervalo de tempo da monarquia Liberal, em que o Souto pertenceu a esse pequeno concelho.
Mais: a fundação da Cidas - a Cooperativa de Rega - e a fundação da Sociedade Recreativa do Souto conseguem passar em duas ou três páginas do livro, sem mencionar o nome de um único fundador, o que é perfeitamente rídiculo.
Claro que tinha que falar no meu nome em ambos os casos. O projecto da Sociedade até foi da minha autoria e os estatutos da cooperativa, outra oferta minha sem cobrar um tostão. Uma tristeza!

Entre a bibliografia consultada, em matéria de jornais locais, mas nem o Boletim Paroquial “Souto do Zêzere” do Padre João Rosa, nem o “Correio Lisboa Zêzere”, - que fundei e editei e onde o M. Traquina publicou oito textos que mais tarde acabaram publicados no livro, todos eles carentes de competente autorização desse jornal para serem editados em livro~- apareceram referenciados como fontes do livro. Ignóbil.
Essas citações ultrapassavam a vontade do autor, mesmo que este reclamasse os direitos de autor. Tinham que ser citadas como fontes. Nada disso comoveu esse autor. O que faz admitir a nítida má vontade desse autor para com os jornais em questão.

Entre outras monumentais omissões da vivência do Souto, sinto o dever de apontar duas, já no decorrer de todo o do séc. XX, que dizem respeito às importantes actividades, dos artesãos pioneiros na construção civil, - que chegaram à Grande Lisboa, como os “peneireiros” e os “mestres carpinteiros de Abrantes”, a partir de 1920, até ao virar do milénio - e ao papel artesanal e pioneiro do “empreendedorismo” no feminino, com as actividades inovadoras e meritórias das tecedeiras, verdadeiras mulheres empresárias dignas da emancipação laboral das mulheres, também a partir de 1920.
Essa simultaneidade, também se explica: a ausência dos maridos nas obras em Lisboa deixou as mulheres mais libertas para empreenderem os seus negócios e obterem outros importantes rendimentos familiares, fora da paupérrima agricultura de subsistência.

Sobre esta última actividade, apenas uma foto de uma tecedeira e duas linhas na legenda, com estes parcos dizeres: “Ti Adelina, as tecedeiras do Souto”. Convenhamos, que é triste e desolador ver um candidato a historiador, deixar passar em claro esse laborioso trabalho feito e organizado apenas pelas mulheres do Souto e cuja generalização acabou por marcar quase todas as famílias soutenses (especialmente, entre as mulheres residentes na sede da freguesia e em Bioucas).

Com os inconvenientes de quem escreve sobre acontecimentos do passado recente, não posso deixar de apontar duas ou três dezenas de nomes de mulheres soutenses, entre as pioneiras da tecelagem.

Virgínia Gomes, Maria Gomes e Carma do Cândido, a Micaela do Teta e a Micaela das benzeduras (também conhecida pela mentirosa), Guilhermina do Tota, Antónia e Amélia do Padeiro, Adelina Martins e Cármen Martins ( as irmãs Pataias, tia e mãe da mencionada Ti Adelina Dias Nunes), Aurélia Dias, a ti Lareca e a filha Marcolina, a Conceição do Laurindo, Ana Pimenta, a tia Mariazita e as filhas Francelina Valentim e Carmita Valentim, a ti Serôdia e a ti Amélia do Carinhas, do Cimo das Vinhas, Francelina do Galerias ou do Lagarto, Inácia e Tomázia Baptista (as Páscoas), mais a minha mãe Delmira Baptista e a minha tia Francelina.

Em Bioucas, onde todas as famílias tinham ligação à actividade - o que faz pensar na estreita ligação desse empreendedorismo com a ausência dos homens por Lisboa. Bioucas era uma das terras com mais homens a trabalhar na construção na Grande Lisboa.

Em Bioucas há a destacar, sujeito a algumas omissões, a Luísa Victória e a filha Carmelinda, a Conceição do Alfredo e a sobrinha Idalina, a Georgina da Sica e a Georgina da Encarnação, a ti Rosaria da Barqueira e filhas, a Guilhermina do Gato, a Caruja, as Gaiatas, entre as angariadoras mais importantes.

As chamadas angariadoras de encomendas ou teias, iam ao Sardoal e a Vila de Rei e a Tomar e Ferreira do Zêzere buscar a lã e o fio de trama dado pelas freguesas, para depois entregarem os fios às inúmeras tecedeiras, que em suas casas tomavam a tarefa de tecer as mantas, tapetes e colchas.


I – AS TECEDEIRAS do SOUTO

Os enxovais dos filhos das famílias mais abastadas nas vilas em redor de Abrantes e as próprias necessidades dos agregados familiares já constituídos, animados com o advento do desenvolvimento industrial vieram criar maiores hábitos de conforto doméstico. O facto de à volta de Tomar se ter desenvolvido as fábricas de fiação, veio despertar o gosto pela utilização desses fios produzidos nessas fábricas de fiação. Muito desse novo operariado industrial começou a ter maiores facilidades em obter os fios de tecelagem, quer pelas facilidades de aquisição em saldos, no aproveitamento de desperdícios nas próprias fábricas e outras vezes por métodos de desvios pouco recomendáveis.

De realçar um aspecto curioso, nesta contratação de serviços prestados. Eram as clientes quem fornecia os fios nas quantidades pré-estabelecidas às mestras tecedeiras, pelo que o risco de incumprimento contratual era diminuto. Os fios adiantados para o trabalho constituíam um sinal e caução, restando no final o pagamento da mão-de-obra e lucro à tecedeira, feito contra a entrega da encomenda ou teia. A eventual falta de pagamento da mão-de-obra estava desde logo garantida, pela entrega prévia do material necessário à tecelagem da peça encomendada.

A abundância de fios de tecelagem de algodão e de trama mais alimentou o desejo da aplicação dos mesmos na tecelagem artesanal. E é aí que surgem as encomendas das famílias mais abastadas e de algumas lojas de tecidos e bordados, de Tomar, do Sardoal, de Vila de Rei e de Ferreira de Zêzere e também do Mação e das freguesias em redor desses centros urbanos, que muitas vezes entregavam os fios necessários para as mantas, as colchas, e as tapeçarias para as tecedeiras aplicarem nos trabalhos encomendados.

As encomendas eram feitas a meia dúzia de tecedeiras mais experientes e mais velhas, de uma lista de clientes nessas terras, que ia aumentando de dia para dia. Essas tecedeiras, para poderem responder ao crescente rol de encomendas cada vez mais numerosas acabam por obrigá-las a delegar tarefas em outras tecedeiras que iam ensinando nas suas terras.

Em dado momento, dezenas de jovens tecedeiras passam a trabalhar à tarefa por conta de uma tecedeira mais velha. Pode-se dizer, que de uma maneira geral essas jovens tecedeiras eram bem remuneradas e ainda sobrava algum ganho para as tecedeiras mestras. As jovens tecedeiras sempre acabavam por auferir quase o dobro dos rendimentos do que poderiam ganhar nos duros trabalhos agrícolas, e que nem sempre apareciam.

No decorrer da tecelagem e outras vezes só ao fim dessa produção, é que a tecedeira mestre inspeccionava o trabalho, antes de o levar a casa das freguesas que lhe haviam feito as encomendas.

O transporte obrigava a reunir sempre mais alguns familiares, e por vezes, as próprias tecedeiras colaboradoras mais directas, para a difícil tarefa de fazer chegar as encomendas a Tomar. Tarefa nada fácil, se atendermos à necessidade de mergulhar ao vale do rio Zêzere, atravessar a barco e voltar a subir a encosta até chegarem à cidade de Tomar.

O produto a entregar recebia o nome de teias. E de tantas em tantas semanas lá ia a tecedeira mestra levar as teias às clientes, nuns sacos de pano confeccionado à medida e trazer de volta novas encomendas para as dezenas de tarefeiras que tinha a trabalhar consigo.

Claro está, que não havia nenhumas instalações pré-determinadas para fazer esses trabalhos de tecelagem. A adaptação acabou por ser bastante simplificada: cada jovem pedia ao pai ou ao marido para montar-lhes o tear num dos quartos da casa ou numa arrecadação mais apropriada. E cada uma trabalhava na sua própria casa, à tarefa, sendo remunerada em função do que produzia, dentro do horário que fixava para si própria.

Uma semana de trabalho, com o recurso a mais ou menos serões pelo meio gerava uma boa colcha tecida e um rendimento de quase o dobro do que poderia ter ganho, nessa semana, se andasse todo o dia a trabalhar nos duros trabalhos agrícolas, como já se disse.

Quem atravessasse as ruas do Souto ou de Bioucas poderia escutar em quase todas as casas não só, a todas as horas do dia, como também a certas horas da noite, o som bastante distinto do bater ritmado do braço, onde estava fixado o pente dos teares a apertar e a alinhar os fios uns contra os outros. Esse braço do vaivém do tear que segurava o pente e apertava os fios ao pano já finalizado, chamava-se por estranha ironia, a queixa. E a queixa batia, batia e voltava a bater. Tínhamos tecedeira por perto.

Havia um outro movimento ritmado com os pés em dois ou três pedais, consoante a manta a bordar era em duas ou em três apinhas. As mantas mais bordadas eram as de três apinhas.

Nem sempre os pagamentos das clientes das tecelagens era a dinheiro. Por vezes, não só por Tomar como no Sardoal e Vila de Rei e Mação, os pagamentos eram retribuídos com fartas entregas em espécie: azeite, enchidos, feijão, vinho e outros produtos agrícolas. Tudo o que decididamente, não abundava pelo Souto.

Portanto, o carregamento das teias era um esforço com ida e voltade. Não desaparecia com a entrega das teias. Por vezes o regresso era ainda mais cansativo, embora não deixasse de ser bastante gratificante, face às generosas retribuições em espécie. E com isso, o esplendor do negócio foi frutificando ainda mais.

A pouco e pouco, o espírito empreendedor deixou de ser um exclusivo dos homens. As tecedeiras não deixaram ficar os seus créditos empresariais entregues ao exclusivo dos homens. Este aspecto viria a ser determinante na cultura empreendedora das famílias. As gerações mais novas não deixaram de interiorizar esse novo espírito, que terá facilitado a aventura das tarefas de construção dos prédios na Grande Lisboa. Sem parecer ter nada em comum, o facto é que o espírito empreendedor era um aspecto transversal nas famílias e bastante enraizado entre todos os membros das mesmas.

Apraz verificar que essas tarefas entregues às tecedeiras, tal como as tarefas de que se incumbiram os homens na Grande Lisboa e mais tarde na emigração para França, Suíça e Alemanha fizeram retardar o despovoamento nas aldeias do Norte do concelho.

E esse retardamento explica-se por uma razão bastante simples: as terras não gerando riqueza para sustentar as famílias obrigavam a que as pessoas tivessem que procurar outros rendimentos fora da terra. Nessa época não havia um PDM a restringir a fixação das famílias nas suas terras, nem um fisco a cobrar taxas pelo artesanato das tecedeiras. Nem a GNR ou a PSP a pedir pelas facturas, para verificar se o IVA estava a ser cobrado.

Muito menos a área industrial a fixar os terrenos passíveis de instalações artesanais ou de actividades económicas afins.

Isto sem esquecer, que se vivia nesses tempos, o obscurantismo político e social, na chamada ditadura do Estado Novo, o que não deixa de ser bastante irónico.

(continua)



















BLOGUE PICO do ZÊZERE ABT

INICIADO em 27.10.2007

Nos idos de 1970 torneios sem subsídios mas muito amor e suor...

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Equipa de futebol do Souto, c/ João Pico a capitão da equipa ( 2º em cima à esqª.)

É esta a obra que Sócrates inaugurou e depois mandou "AFUNDAR"...

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Paulo Portas e João Pico vendo o Parque Ribeirinho...

O Urbanizador foi mesmo a Câmara, acreditem!...

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Alta tensão sobre Urbanização Municipal nas Arreciadas

Fados no Rossio ao do Sul do Tejo, ontem no Jantar dos Lyon`s de Abrantes

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Nuno Pico acompanhado à guitarra por Alfredo Gomes e na viola José Mário Moura

CIDAS, em 1975,a água de REGA no SOUTO - 10 anos antes da água dos SMAS! FUI um dos FUNDADORES!

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E desafiei o então presidente, Engº José Bioucas a ir à albufeira do Castelo de Bode connosco buscar água para a freguesia e para ABRANTES. Só que o Engº riu-se... E só em 2001 é que lá foram à albufeira... Tive razão antes do tempo...

Nascido e baptizado no Souto, comigo não há dúvidas de que sou do Souto de Abrantes

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Retábulo da Matriz do Souto onde João Pico foi baptizado

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