Companheiro Paulo Portas, todas as lideranças têm um fim.

ALDEIA de MATO e SOUTO com a sua "UNIÃO" tem o caminho aberto para serem a MAIOR e MAIS PROMISSORA FREGUESIA do CONCELHO de ABRANTES. Basta saber livrar-se uns "certos jumentos" da canga autárquica...

sábado, 12 de novembro de 2011

4.234 - " HISTÓRIAS do SOUTO" - ( VIII )

Histórias do Souto, sem apagões
As histórias que  como sempre aconteceu, as elites jacobinas de Abrantes teriam imediatamente, apagado do registo.


Esta meia dúzia de textos de “Histórias do Souto”, aqui publicados, tem por base explicar como a sustentabilidade da freguesia, foi minada. E os aspectos cruciais, aqui revelados, podiam alargar-se a todo o Norte do concelho de Abrantes. O Norte só sobreviveu - ou por outra - o Norte foi adiando o seu fim, graças à obtenção de rendimentos muito significativos fora da terra e fora do concelho.
No concelho ninguém quis ajudar o Norte, que no censos de 1951 somava 8 mil habitantes, o mesmo número de habitantes da cidade de Abrantes ( no caso a freguesia de S. Vicente com Alferrarede ainda agregada a si.)

Em 1813 o primeiro vereador eleito pelo Souto, o capitão José Delgado Xavier só conseguiu tomar posse, porque o seu irmão Joâo Delgado Xavier, juiz de fora em Abrantes escreveu uma carta à Marquesa de Abrantes e esta fez com que respeitassem os resultados das eleições.
Este facto é bem sintomático da aversão retrógrada do jacobinismo, que ao que parece sempre esteve implantado na cidade. E não é por acaso que o Capitão Delgado Xavier irá estar na vereação do Sardoal, quando o Souto pertenceu administrativamente a esta vila.

Tivesse ocorrido a recompensa devida ao Norte do concelho, e a replantação do olival extorquido, mais o tratamento adequado para restabelecer a riqueza dos castanheiros desaparecidos, e estaríamos diante de um caso sério de riqueza muito apreciável. A par dessa recuperação do mosaico florestal mais característico da região, ainda nos é devido, a recompensa pelo desenvolvimewnto gratificante do turismo ecológico e de lazer, que a proximidade à albufeira nos garantia sem apelo nem agravo.
Mas tal nunca sucedeu, porque o jacobinismo municipal sempre sonegou essas hipóteses verdadeiramente atractivas e ímpares. Não será preciso fazer grandes contas para se perceber que a estagnação imposta foi criminosa, e claramente alimentada pela soberba de uma cidade caduca.
Depois, as nossas gentes nunca puderam dedicar grande estudo aos factos ocorridos. E quando alguns se apercebiam que era preciso lutar, logo outros eram seduzidos e aliciados pelos poderes do jacobinismo municipal e lá se perdiam todos os esforços realizados.
A terra foi empobrecendo. A terra era pobre. A terra não permitia sustentar todos os seus filhos. Sempre foi assim. Antes e depois.


O caso dos nove filhos do meu trisavô João Rodrigues Baptista, - que foi vice-presidente de junta e seu filho António, regedor muito jovem - todos nascidos no Souto entre 1850 e 1870 pode constituir um bom exemplo de uma terra pobre, incapaz de alimentar todos os filhos lá nascidos.
Alguns estudos entre o Souto e o Sardoal levaram os quatro mais velhos para fora da terra.
O António foi chefe das estações do Entroncamento e Braço de Prata, acabando o resto da sua vida na sua rica moradia na Estrada de Benfica, onde juntava aos domingos ao almoço muita gente influente por Lisboa e os seus familiares. Meu avô Martinho quando jovem a trabalhar em Lisboa era uma presença constante. Acompanhava no canto as primas e outras jovens, ao som de um piano postado a um canto da sala. Voltava todos os domingos, como quase toda a gente, porque o convite do tio António era bem explícito: “ ficam todos, desde já convidados para o próximo domingo, no mesmo sítio e à mesma hora, e quem à hora não vier, come do que houver…”
O Manuel “ declarado maçon” foi funcionário das Finanças em Lisboa e uma presença garantida nesses almoços, assim como o Agostinho, que vivia na Mouraria e que morreu ainda novo, não resistindo ao desgosto da viuvez.

O João – o tio Borda d`Água - foi professor na Praia do Ribatejo. O José esteve no negócio da pesca em Lisboa. Contava o meu avô Martinho, que todos os sábados era levada a melhor pescada até ao Palácio de S. Bento, como oferta à D. Maria, para servir o Prof. Salazar.

No Souto ficaram as duas filhas, uma casada no Fundo da Aldeia e outra a Maria Batista, casada com o comerciante Martinho Galerias, o Joaquim, pai das “Páscoas” terá morrido com tuberculose, e finalmente, o meu bisavô Francisco Batista, pedreiro, moleiro e comerciante com taberna no adro do Souto.
E note-se, que por esta altura, finais do séc. XIX, ainda se avistavam das Fontes até ao Carvalhal e a tombar para o Souto – numa importante parcela dos cerca de 6 mil hectares, que constituem o “território” dessas três freguesias - uma extensa área, com predominância de castanheiros. A razão de ser do nome Souto não sofria contestação.
O mal da tinta, agravou-se ainda mais após a subida das águas da albufeira do Castelo de Bode. Nada foi feito para remediar esse mal ou compensar essas terras com outras culturas alternativas, que pudessem debelar aquela ruína. Os milhares de pés de oliveiras retirados do espaço inundado – uma área de margens com cerca de 700 a 900 hectares - acabaram por serem levados para replantação no Alentejo. Ninguém propôs que esses mesmos pés de oliveiras pudessem ser replantados nos planaltos do Norte do concelho, onde se impunha a garantia de uma rendimento mínimo assegurado para as populações. Tão pouco, foram oferecidos água e electricidade.
A primeira água da albufeira a chegar aos planaltos só ocorreu 25 anos depois da barragem construída e graças ao pagamento das obras de irrigação levadas a cabo pelas cooperativas de rega do Souto, Bioucas, Carreira de Mato e Aldeia de Mato, cujos estatutos foram elaborados graciosamente, por mim.
Mais tarde, em 1995, quando se dava o “boom” expansivo no imobiliário, a construção sofreu um rude travão no Norte do concelho, através de um PDM manhoso e cruel, feito propositadamente, para afastar da ideia de toda a gente, o desejo tão arreigado na nossa cultura, de construir uma casa na nossa terra natal.

O golpe mais expressivo dessa prepotência surgiu com a proibição de toda e qualquer nova construção na Ribeira da Brunheta: aquilo que a estúpida regulamentação do PDM veio a chamar orgulhosamente, a taxa de edificação zero!

E para se perceber a grosseria de tamanha insensibilidade social, assinale-se esta coisa espantosa: a Ribeira da Brunheta era o expoente máximo de uma terra do concelho de Abrantes, com esta particulariedade estatística e cultural: tinha no seu seio o maior número de habitantes ligados à construção.
Não havia casa onde não morasse ou tivesse nascido, pelo menos, um pedreiro, um carpinteiro, um pintor, um ladrilhador, um empreiteiro ou um construtor.
Este exemplo espelha bem o carácter sectário de quem fez aprovar este PDM, quando por sinal, a junta de freguesia do Souto esteve dominada pelo PS.  Alguém nessa junta, naquilo que se pode designar por uma desculpa patética, chegou mesmo a dar como explicação, o caso da irreversibilidade daquelas proibições, “porque agora era assim em todo o mundo”.
Pasme-se! Se não foi cegueira jacobina, nenhuma outra razão podia ser, que não fosse a mais pura e estúpida das ignorâncias…
Mais: proibir ou limitar novas construções, ainda por cima numa terra que corria para a desertificação, só podia ser entendida como uma acção deliberada de castrar a terra e dar aos habitantes o mesmo sumiço que deram aos pés de oliveira e aos castanheiros.
Pior do que as invasões dos franceses comandadas pelo temível “Maneta”.

Chamar a esta ordem jurídica “Poder Local Democrático”, só por manifesto sadomasoquismo. Quando muito, mero poder fascista!
Com a destruição causada pelas invasões francesas, com a destruição dos olivais e dos soutos de castanheiros, todo o espaço daqueles 6 mil hectares foi conduzido para a floresta desregrada e avessa a qualquer ordenamento florestal. O mosaico florestal obrigava a zonas de asseiros, que as oliveiras e os castanheiros já não puderam dar.
Restaram os pinheiros. E com os pinheiros, a armadilha dos matos, para pretexto dos ditos “ambientalistas”, de que havendo mato, teria que haver fogo. Como se os matos acendessem fogos e provocassem ignições.

Poucas terras terão sofrido tanta adversidade institucional e administrativa, sem qualquer hipótese de regresso e triunfo da ordem e da justiça. Foi um saque constante ao longo da história. E todos os que queiram negar esse saque, só podem estar cúmplices do fascismo que continua a lavrar com todas as atrocidades que se conhecem, por todo o Norte do concelho.

Estamos num Estado de Direito…?
Não brinquem com coisas sérias.






















BLOGUE PICO do ZÊZERE ABT

INICIADO em 27.10.2007

Nos idos de 1970 torneios sem subsídios mas muito amor e suor...

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Equipa de futebol do Souto, c/ João Pico a capitão da equipa ( 2º em cima à esqª.)

É esta a obra que Sócrates inaugurou e depois mandou "AFUNDAR"...

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Paulo Portas e João Pico vendo o Parque Ribeirinho...

O Urbanizador foi mesmo a Câmara, acreditem!...

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Alta tensão sobre Urbanização Municipal nas Arreciadas

Fados no Rossio ao do Sul do Tejo, ontem no Jantar dos Lyon`s de Abrantes

Fados no Rossio ao do Sul do Tejo, ontem no Jantar dos Lyon`s de Abrantes
Nuno Pico acompanhado à guitarra por Alfredo Gomes e na viola José Mário Moura

CIDAS, em 1975,a água de REGA no SOUTO - 10 anos antes da água dos SMAS! FUI um dos FUNDADORES!

CIDAS, em 1975,a água de REGA no SOUTO  - 10 anos antes da água dos SMAS! FUI um dos FUNDADORES!
E desafiei o então presidente, Engº José Bioucas a ir à albufeira do Castelo de Bode connosco buscar água para a freguesia e para ABRANTES. Só que o Engº riu-se... E só em 2001 é que lá foram à albufeira... Tive razão antes do tempo...

Nascido e baptizado no Souto, comigo não há dúvidas de que sou do Souto de Abrantes

Nascido e baptizado no Souto, comigo não há dúvidas de que sou do Souto de Abrantes
Retábulo da Matriz do Souto onde João Pico foi baptizado

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