O problema maior da Encosta da Barata é por coincidência e em simultâneo, o problema maior do Centro Histórico e no limite o problema maior da cidade e de todo o concelho de Abrantes: este vazio "plantado" entre um novo núcleo urbano e o centro histórico, à volta do Castelo!
Curiosamente, o problema maior do turismo abrantino também reside num "vazio" estupidamente mantido na omissão do caminho mais fácil, mais rápido e mais directo, entre a cidade e a albufeira do Castelo de Bode, que o imberbe poder local julgou ter resolvido com a Estrada de Vilelas a desviar fluxos para Montalvo/Constância, ou na displiscente complacência de entregar a alternativa à longínqua via rápida do Sardoal, que sai do nó do Olho de Boi...
Estes erros pagam-se caros. Mas os media talvez nunca venham a consentir nessa informação aberta ao povo, apesar de estarmos em democracia...
Isto diz tudo!
As torres da Encosta da Barata nem se chegam a ver à esquerda na foto, o que diz bem do seu grande afastamento do casco histórico da cidade. Mas vê-se à esquerda na foto uma ou duas das torres mais próximas do actual Pingo Doce (ex-Feira Nova), e depois o vasto descampado sem nenhuma rua que ligasse a Encosta da Barata numa artéria paralela à Avª Defensores de Chaves a percorrer toda a meia encosta até à ligação com a Rua de Santana e o antigo Quartel dos Bombeiros.
Desde a meia encosta junto ao Pingo Doce ( ex- Feira Nova) até ao antigo Quartel dos Bombeiros, sempre faltou uma melhor ligação directa e integradora daquele espaço comercial no casco histórico da cidade.
Usando outras palavras mais precisas: o espaço comercial do Pingo Doce nunca devia ter-se afastado tanto do casco histórico da cidade e nessa meia encosta mais próxima do centro histórico é que deveriam ter sido implantados os primeiros edifícios, que hoje encontramos lá longe, na Encosta da Barata, na Samarra e em Vale de Rãs.
Custa a acreditar, que havendo Planos de Urbanização da cidade desde os anos 40, se tenha enveredado por estas soluções avulsas e tão desgarradas, que minaram por completo a coesão urbana de toda a cidade.
Onde estavam os arquitectos e os urbanistas?
Atente-se nessa má solução de colocar entre o espaço Comercial do Pingo Doce e o antigo Quartel dos Bombeiros, a triste solução de uma clínica para acamados, do norte da Europa: a "célebre Clínica Ofélia com 700 camas em outros tantos apartamentos. Com isso, dada a especificidade do edificado nessa urbanização da dita clínica não mais conseguiríamos interligar a cidade nova com o centro histórico. Era a política urbanística do "ghetto"...
Desde a meia encosta junto ao Pingo Doce ( ex- Feira Nova) até ao antigo Quartel dos Bombeiros, sempre faltou uma melhor ligação directa e integradora daquele espaço comercial no casco histórico da cidade.
Usando outras palavras mais precisas: o espaço comercial do Pingo Doce nunca devia ter-se afastado tanto do casco histórico da cidade e nessa meia encosta mais próxima do centro histórico é que deveriam ter sido implantados os primeiros edifícios, que hoje encontramos lá longe, na Encosta da Barata, na Samarra e em Vale de Rãs.
Custa a acreditar, que havendo Planos de Urbanização da cidade desde os anos 40, se tenha enveredado por estas soluções avulsas e tão desgarradas, que minaram por completo a coesão urbana de toda a cidade.
Onde estavam os arquitectos e os urbanistas?
Atente-se nessa má solução de colocar entre o espaço Comercial do Pingo Doce e o antigo Quartel dos Bombeiros, a triste solução de uma clínica para acamados, do norte da Europa: a "célebre Clínica Ofélia com 700 camas em outros tantos apartamentos. Com isso, dada a especificidade do edificado nessa urbanização da dita clínica não mais conseguiríamos interligar a cidade nova com o centro histórico. Era a política urbanística do "ghetto"...
Veja-se como do antigo Quartel dos Bombeiros para a Ferraria, numa linha inferior pela meia encosta paralela à limitada Rua Actor Taborda - ali nas traseiras do Colégio de Nª Srª de Fátima, que surge imponente na foto - continua a faltar uma artéria de ligação à Ferraria e ao Castelo de Abrantes.
E isto, só para falarmos entre a Encosta da Barata e a Ferraria...
Não colhe pois, toda a argumentação inconsequente e por vezes demagógica da vereadora em causa. Pena que os demais vereadores também nunca soubessem dizer nada de útil e assertivo, sobre tão importante questão respeitante à cidade.
Falharam os autarcas, falharam os técnicos urbanistas e falhou a cidadania!