«O municipalismo teve também uma grande responsabilidade na situação em que o país chegou porque cada um dos municípios só pensa no seu umbigo e gera-se uma competição entre os munícipes, porque cada um quer o melhor para o seu município. Esta competição acaba por sair muito cara e ser responsável pela desertificação, porque gera um problema de canibalização dos municípios mais fortes e poderosos que acabam por “comer” os mais fracos. » disse o ex-vereador da Ponte de Sôr.
Já agora, conviria que o dito vereador explicasse, em qual dos dois concelhos tomou consciência do facto com que quer sustentar a sua genuína tese.
Quem argumenta assim, mais parece não acreditar no rasgo dos indivíduos. No limite, talvez queira ressuscitar o velho planeamento dos burocratas soviéticos...
A questão é outra. A competição é coisa bem saudável. No entanto, quando os autarcas não têm visão, nem sabem retirar o melhor partido das características intrísecas de cada concelho, tudo se torna mais difícil. E a haver "desertificação", só na falta de ideias e nas fracas capacidades dos autarcas que nos têm saído na rifa. E quanto a isso, no Médio Tejo que venha o diabo e escolha!